segunda-feira, 12 de agosto de 2013
POUCAS E BOAS: LULA É UM FENÔMENO INDESCRITÍVEL: AMADO OU ...
sábado, 10 de agosto de 2013
LULA É UM FENÔMENO INDESCRITÍVEL: AMADO OU ODIADO, SUSCITA ESPERANÇAS OU TEMORES E SERÁ O FIO DA BALANÇA PARA 2014 !
Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:
Lula é amado ou odiado, suscita esperanças ou temores.
Ele representa o momento mais importante da história recente do Brasil, personifica o governo de maior apoio popular da história do país. E, por isso mesmo, provoca sentimentos de ódio e pânico na direita brasileira.
O fenômeno Lula já foi objeto de varias análises – jornalísticas, sociológicas, políticas. Algumas – principalmente jornalísticas, com pretensões políticas – remetem à crise de 2005. São apocalípticas, com frases – feitas para a orelha e a contracapa dos livros – do tipo “Terminou o governo Lula”. Ficam pros sebos ou pra reciclagem de papel, sem pena nem glória.
Outras, mais recentes, tiveram que incorporar o sucesso do governo Lula. Alguns livros, feitos para desqualificar o Lula, modificaram o título para tentar pegar carona no sucesso do governo, ficando sem público, nem vendas.
Análises sociológicas mais recentes tentam abarcar o fenômeno do “lulismo”, com visões descritivas, que apontam para aspectos reais da realidade, mas sem explicações para sua natureza e, sobretudo, deixando escapar a dimensão política da liderança do Lula. Animam debates, figuram em bibliografias, mas não dão conta da globalidade do fenômeno.
Porque, para captar o Lula presidente, é preciso, antes de tudo, situar o momento histórico em que ele assume e no qual ele monta a arquitetura que torna possível o seu governo.
Tudo parecia apontar para um fracasso. Propostas históricas do PT propunham transformações estruturais no país, sem levar em conta as modificações regressivas havidas no mundo nas décadas anteriores e que se refletiam na América Latina através da proliferação de governos neoliberais. Que, por sua vez, haviam tido forte impacto nas nossas sociedades e Estados – inclusive no Brasil.
A criatividade do Lula esteve, antes de tudo, em incorporar o consenso da estabilidade monetária, sem centrar sua política nesse aspecto.
Lula tirou as consequências do fracasso do governo FHC, deslocando a centralidade para as políticas sociais. A prioridade do social foi o fio condutor entre as propostas históricas do PT e o governo Lula.
Lula teve que buscar as condições de imposição dessa prioridade sem ter maioria parlamentar, em um contexto externo – regional e mundial – dominado pelo neoliberalismo e em uma sociedade e um Estado impactados pelos efeitos de uma década neoliberal.
O governo Lula se caracterizou pelos passos na superação do neoliberalismo, no marco do contexto de hegemonia neoliberal e de predominância das forças conservadoras no âmbito partidário. A obra política maior do Lula foi a arquitetura que permitiu um governo que privilegiou as políticas sociais de caráter redistributivo, as alianças Sul-Sul e de integração regional e o resgate do papel do Estado como indutor do crescimento econômico e garantia da universalização dos direitos sociais.
Daí seu caráter ambíguo e contraditório, “conciliador”. Apoiando-se na correlação de forças que herdou, Lula construiu as condições de um governo que aponta para a superação do neoliberalismo. De governos que promoveram processos de exclusão social, de subordinação da soberania nacional, de subordinação radical do Estado ao mercado, Lula soube construir um governo que foi capaz de promover a centralidade das políticas de inclusão social, uma política externa soberana e o resgate do Estado do ponto de vista econômico e social.
Não por acaso, então, o fator Lula é a variável determinante da política brasileira e dos destinos futuros do país. De forma natural, Dilma disse que o Lula nunca saiu. Porque as orientações fundamentais do seu governo permanecem. E a oposição chega a argumentar contra a proposta de um plebiscito, pelo medo do espaço midiático que o Lula assumiria.
O discurso do Lula no Foro de São Paulo demonstra como ele se recicla, incorpora os novos dados da realidade, está antenado com os novos movimentos da realidade, sem perder de vista a perspectiva política estratégica que orienta sua ação.
Aproximando-se de completar 40 anos de carreira política, o Lula se afirma como o grande dirigente estratégico, que revela os avanços, assim como os nós que o projeto iniciado por seu governo ainda não desatou.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
OS INFILTRADOS (PELOS), E , APROVEITADORES
Por Fernando Mineiro
Existe uma disputa política na sociedade sobre rumos e significados das manifestações que ocorrem Brasil afora.
Certos setores querem porque querem que a manifestações tenham como alvo o Governo Federal. É como se de repente a sociedade adormecida há 10 anos descobrisse agora que o país está um caos, que nada foi feito e que é preciso tirar Dilma do governo.
Não por coincidência estes mesmos setores sempre foram oposição ao Governo Federal e agora levantam as vozes contra a presença de militantes partidários e de movimentos sociais nos atos e até mesmo incentivam a violência contra eles. Criaram até um bordão: Brasil unido não precisa de partido.
Uma sociedade democrática depende dos partidos políticos e das organizações da sociedade civil. Nada, absolutamente nada, está fora da política. Democrática ou ditatorial. Mas POLÍTICA.
Quem conhece mesmo que pouco da história brasileira sabe que "nunca antes" nosso país viveu período maior do que o atual com suas instituições em pleno funcionamento. Vivemos o mais longo período democrático de nossa história. Com todos as suas grandezas e os seus limites, os seus erros e os seus acertos.
As manifestações em curso são por mais avanços e mudanças. O clamor que se alastra pelo Brasil tem majoritariamente o sentido do aprofundamento do que se conquistou até aqui. Por isso mesmo merecem irrestrito apoio.
Mas nas manifestações existem os infiltrados e os aproveitadores. E eles são os principais destaques na mídia, que se apressa a lhes dar visibilidade.
E os infiltrados e aproveitadores nas manifestações não somos nós, os militantes partidários nem os dos movimentos sociais. Até porque ocupamos muitas ruas e praças deste país para chegar onde estamos e continuaremos a ocupá-las para avançar mais e mais na construção de um país mais justo.
Os infiltrados e aproveitadores das manifestações são os vândalos, os skinheads, as gangues e os fascistas assumidos ou não, que estão promovendo depredações país afora. Não à toa os atos de vandalismo são transmitidos ao vivo pelas redes de TV. São imagens úteis a quem quer criar um clima de caos, de descontrole, de medo. Nas redes sociais, onde se pode esconder a cara, não são poucas as mensagem homofóbicas, racistas, ditatoriais.
Esses infiltrados e aproveitadores representam a minoria violenta, fascista. Saudosos dos tempos ditatoriais chocam o ovo da serpente e se escondem atrás de máscaras as mais variadas. E precisam ser combatidos e desmascarados. Sem tréguas ou vacilos.
http://www.mineiropt.com.br/noticias-30192#.UcYBP5wahwc
segunda-feira, 3 de junho de 2013
MAIS UMA VEZ A IMPRENSA TENTA IMBECILIZAR A CLASSE “MÉDIA” , FAZENDO-A ACREDITAR QUE UMA INFLAÇÃO DE 6% AO ANO VAI EMPOBRECÊ-LA … [É QUE EM ANO PRÉ ELEITORAL A MIDIA SE PARTIDARIZA AINDA MAIS !]
Nos últimos dias se tem visto e ouvido um monte de barbaridades sobre programas sociais, especialmente os de transferência de renda.
Com o boato (quem terá sido que espalhou?) de que o programa Bolsa Família iria acabar, voltaram à tona todos os preconceitos e o conservadorismo doentio da classe média brasileira. Obviamente que retroalimentado pela nossa auto-proclamada “grande imprensa”, a mesma que dá suporte à “nobre” Sêde de poder dos tucanos paulistas e mineiros.
A revista Época, das Organizações Globo – aquela que, segundo seu fundador Roberto Marinho, “participou ativamente da ‘revolução’ de 1964”, publicou uma matéria ao estilo #classemediasofre. Assim mesmo como hastag. Usada para criticar satiricamente esse setor da sociedade. Ela não está preocupada com o bem comum, só se o comum em questão for a própria classe média.
Na versão online, logo na primeira foto, ENFATIZAM as ‘dificuldades’ vividas pela classe média com o “risco” de explosão inflacionária são os das viagens ao exterior e comer em bons restaurantes. Seria cômico se não fosse trágico. Mas é isso mesmo.
Em diversas oportunidades já foi exposto nesse espaço como a classe média brasileira é sofrível e sem identidade. Ela sonha em ser elite, pensa como ela, mas – parafraseando um de seus ídolos cinematográficos o Capitão Nascimento de Tropa de Elite – nunca serão!
Como também nunca será classe média os setores que passaram a ter ou estão passando a ter acesso a bens de consumo que as gerações anteriores não tiveram. O fato de a classe trabalhadora ter aumentado seu poder de compra e ter melhorado sua condição de vida não os torna membros da classe média.
Isso é uma ilusão. E muitas vezes repetidas equivocadamente por gente do governo federal e do PT. Sem fazer o recorte que essas pessoas são a “nova classe média” sob a ótica do acesso aos bens de consumo, essa nomenclatura não se aplica.
Quem melhor explica isso é a filósofa Marilena Chauí. Mesmo com seu jeito bonachão, Chauí consegue descrever muito bem o que é a classe média brasileira. Minha concordância é ipsis litteris.
fonte: http://caduamaral.blogspot.com.br/2013/06/marilena-chaui-tem-razao-sobre-classe.html