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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TUDO APONTA QUE CONDENADOS IRÃO RECORRER À CORTE INTERNACIONAL POR JUSTIÇA QUE O STF ESCAMOTEOU

STF   claus roxin Claus Roxin is a German jurist. He is one of the most influential dogmatists of German penal law and has gained national and international reputation in this field

 Especialista na aplicação da teoria do domínio do fato, adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Penal 470, o jurista alemão Claus Roxin, em entrevista à Folha de S.Paulo no fim de semana, reitera: participação no comando de um esquema criminoso tem de ser provada.

Não o foi no caso de sua adoção aqui no Brasil, já que os autos do processo atestam minha inocência.  A tese, que o jurista acentua só pode ser aplicada mediante provas, foi mencionada por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do processo.

E foi um dos fundamentos com que o ministro relator, Joaquim Barbosa, procurou justificar a minha condenação, afirmou o ex-Ministro José Dirceu. Roxin esteve há duas semanas no Brasil, quando participou de seminário sobre direito penal no Rio.

Clamor por condenações severas não corresponde ao direito
"É interessante saber que aqui (no Brasil) também há o clamor por condenações severas, mesmo sem provas suficientes. O problema é que isso não corresponde ao direito. O juiz não tem que ficar ao lado da opinião pública", completa o jurista, admitindo, em outro trecho de sua entrevista: "na Alemanha, também, temos o mesmo problema".

Nesta entrevista à Folha, publicada neste domingo (ontem) sob o título "Participação no comando de esquema tem de ser provada", Claus Roxin  conta que estuda a questão da teoria do domínio do fato desde a década de 60, preocupado porque naqueles anos a tese era usada em seu país no julgamento de criminosos do período nazista.
"É possível usar a teoria para fundamentar a condenação de um acusado supondo sua participação apenas pelo fato de sua posição hierárquica?",

perguntou-lhe a Folha de S.Paulo.

"Não, em absoluto. A pessoa que ocupa a posição no topo de uma organização tem também que ter comandado esse fato, emitido uma ordem. Isso (só a suposição de participação) seria um mau uso", responde Claus Roxin.

Só posição ocupada não justifica aplicação do domínio do fato
Ele acentua que a posição que tenha sido ocupada por um réu não fundamenta, sob nenhuma circunstância, a aplicação do domínio do fato.

"O mero ter que saber - insiste Roxin - não basta. Essa construção ("dever de saber") é do direito anglo-saxão e não a considero correta. No caso do Fujimori, por exemplo, foi importante ter provas de que ele controlou os sequestros e homicídios realizados."

O jurista alemão refere-se à condenação do ex-presidente peruano, Alberto Fujimori, por responsabilidade na repressão e assassinatos de integrantes do Sendero Luminoso no Peru.
Cliquem aqui para ler a íntegra da entrevista de Claus Roxin. Confiram também as matérias "De volta à origem" publicada na Carta Capital desta semana. E "A ocultação deliberada para condenar o PT" no portal Carta Maior.

OCULTAÇÃO (DE DOCUMENTO) DELIBERADA PARA CONDENAR O PT

Martelada ininterruptamente no imaginário da população brasileira há 3 meses e 9 dias; e urdida com o talento, a cadencia e o timming político que em nada ficam a dever ao que seria o produto de um bureau profissional escolado na arte da novela e no ofício da comunição, a Ação Penal 470 enfrenta o seu making off.

Surgem evidências de que por trás da narrativa de esmero profissional e estratégia midiática transbordante de sintonia eleitoral há pilares trincados. E a palavra trincado aqui é uma cortesia dos bons modos.

O jornalista Raimundo Pereira já demonstrou em uma investigação de fôlego intitulada a 'A vertigem do Supremo' ( http://www.oretratodobrasil.com.br/ aquilo que o ministro da Justiça cogitou na edição do último sábado, no jornal O Globo.

De forma igualmente cortês, José Eduardo Cardozo declarou que há dúvidas se o dinheiro do Fundo Visanet é recurso público de fato, pedra angular do peculato consagrado na argumentação do relator.

A afirmação do Ministro da Justiça encontra amparo num ofício que o BB enviou ao Relator da CPMI dos Correios, o Deputado Osmar Seraglio, comunicando e afirmando que o Fundo Visanet é privado, fato que jamais foi levado em consideração pelo MP e pelo Relator (Isso é gravíssimo)

Raimundo Pereira demonstrou de forma meticulosa que:

a) A Visanet (atual Cielo) é uma empresa privada;
b) seu investidor âncora é uma multinacional (Visa International);
c) O maior sócio é o Banco Bradesco, em cuja sociedade existem outros 23 bancos brasileiros, incluído o BB;
d) o BB, sócio minoritário nessa sociedade, nunca aportou dinheiro para a Visanet ou para o Fundo de Investimentos Visanet, não sendo portanto seu dono, ao contrário do que insistem as togas da Ação Penal 470;
e) é falsa a tese de que os R$ 73,8 milhões pagos pelo Fundo Visanet à agencia de publicidade DNA, de Marcos Valério, não resultou em contrapartida de serviços prestados.

"Os autos da Ação Penal 470 contêm um mar de evidências de que a DNA de Valério realizou os trabalhos pelos quais recebeu os 73,8 milhões de reais", informa Raimundo Pereira.

Do mesmo modo, é pública a auditoria implacável feita pelo próprio Banco do Brasil, que revirou no avesso as contas do Fundo Visanet sem registrar irregularidades.

O conjunto retira o mastro da lona circense sob a qual se encena a criminalização do PT, assentada na seguinte acrobacia: que o dinheiro em questão era público -portanto, o ilícito não se resume ao caixa dois de campanha que nivela todos os partidos ; que foi apropriado pelo PT em triangulação com a DNA; que os serviços a ele relacionados nunca foram prestados; que os empréstimos dos bancos mineiros não existiram de fato, sendo apenas um simulacro para 'esquentar' a apropriação de recursos públicos pelo caixa petista.

Ao contrário, porém, se o Visanet é uma empresa privada, como de fato o é, se pertence ao Grupo Visa International, se tem no BB apenas um dos seus sócios no país e se os serviços contratados à DNA foram entregues, então a brocha está segurando a toga no ar.

O conjunto só não despenca graças ao sopro de sustentação assegurado pelos possantes pulmões do dispositivo midiático conservador. Estes não apenas ignoram as inconsistência da relatoria e as elipses que afrontam os autos, mas lançam o manto da suspeição macartista sobre todas as vozes que se manifestam em sentido contrário.

Nos EUA dos anos 50, bastava Joseph McCarthy dizer 'comunista', e o silêncio da conveniência se impunha; hoje a mídia carimba: 'mensaleiros'. E o temor do linchamento midiático faz o resto.

O pretenso outono do PT decretado pelos interesses aglutinados em torno desse perverso mimetismo pode ter atingido um ponto de saturação.
Há questões de gravidade adicional que não devem mais ser silenciadas.

Elas arguem não apenas a interpretação enviesada dos autos, mas escancaram algo que pela insistência em se manter oculto sugere a deliberada sonegação de informações. Elas 'atrapalhariam' a coesão narrativa do relator e o furor condenatório da mídia que lhe serve de abrigo e pauta.

A persistência dessas omissões constituirá desvio de gravidade suficiente para sancionar quem enxerga no julgamento em curso as tinturas de um tribunal de exceção.

Fatos:
a) as mesmas operações realizadas através do Fundo Visanet no âmbito do Banco do Brasil, idênticas na sistemática mas todavia superiores no valor, foram registradas nos anos 2001 e 2002. Governava o país então o tucano Fernando Henrique Cardoso;

b) a liberação dos recursos do Fundo Visanet para a DNA só poderia ser feita mediante solicitação, por escrito, do GESTOR DO FUNDO, na época, representado pelo sr. Léo Batista dos Santos, nomeado no dia 19.08.2002, portanto, no governo Fernando Henrique Cardoso, tendo permanecido no exercício dessa função até 19.04.2005.

Ou seja, quando o Pizzolato ingressou na Diretoria de Marketing do BB, Léo Batista já era gestor do Fundo e assim se manteve até abril de 2005, como único responsável para cuidar dos assuntos relacionados às iniciativas do fundo de Incentivo Visanet. (*)

c) no voto do Ministro Relator fica cristalizado que os documentos comprobatórios dos ditos “desvios dos recursos “ do BB, que levaram à condenação do réu Henrique Pizzolato, teriam se dado a partir de quatro notas técnicas internas;

d) esses documentos são assinados por dois Gerentes de Marketing e Varejo e por dois Diretores de Marketing e Varejo, sendo as assinaturas da área de Varejo (responsável pelos Cartões de Crédito e Gestor do Fundo) emitidas sempre pelas pessoas de Léo Batista ou Douglas Macedo;

e) frise-se que essas notas técnicas internas não são documentos hábeis para liberação de recursos. Não há como deixar de mencionar que um outro Gerente Executivo de Marketing, o sr. Claudio Vasconcelos, é a terceira pessoa que assina as referidas notas;

f) o relator Joaquim Barbosa excluiu esses três outros participantes das notas técnicas de sua descarga condenatória. A eles reservou um processo que corre em segredo de Justiça e no qual o sr. Claudio Vasconcelos teve seus sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados pelo Juiz da causa.

Trata-se de um processo indissociável da Ação Penal 470, mas cuja existência é omitida nos autos.Um processo sobre o qual os demais ministros do Supremo Tribunal Federal, nada sabem. Um processo que a imprensa ignora. Um processo cuja transparência pode mudar os rumos do julgamento em curso;

e) o único dos quatros assinantes das notas técnicas internas denunciado pelo relator Joaquim Barbosa, que o manipula como se fosse o lastro operacional do 'esquema' atribuído ao PT, é o ex-diretor de marketing do BB, Henrique Pizzolato.

f) o que distingue Pizzolato dos demais? Ele é petista.
A narrativa esfericamente blindada de Joaquim Barbosa, ingerida sem água por colunistas 'isentos', ao que parece não se sustenta se Pizzolato for alinhado aos demais e se os demais forem nivelados a ele. Daí, talvez, a ocultação escandalosa do processo em segredo de justiça que Joaquim Barbosa recusa-se a quebrar, embora requerida há mais de dez dias pelo advogado de Pizzolato.

O relator poderá justificar o arbítrio com a alegação de que Pizzolato recebeu em sua casa dois envelopes enviados por Valério com um total de R$ 326 mil.

O ex-diretor de marketing do BB alega ter sido neste caso apenas portador dos envelopes, que para ele continham documentos a serem entregues ao PT do Rio, mas que posteriormente se confirmou, traziam dinheiro para o caixa de campanha.

Pode-se duvidar da palavra de Pizzolato.

Há que se considerar, todavia, que ele de fato não detinha poderes para facilitar ou favorecer a empresa de Marcos Valério junto ao Fundo Visanet, conforme a demonstração acima.

Por que, então, seria ele o corrompido?

Pizzolato não tinha poderes junto ao Fundo Visanet; não participou individualmente de nenhuma decisão; portanto, é a ocultação dos demais diretores do comitê que permite distorcer a verdade impondo-lhe práticas e responsabilidades fantasiosas, impossíveis de serem comprovadas dentro ou fora dos autos.

Distingue Pizzolato e o privilegia na argumentação condenatória do relator o fato de ser um petista num comitê de marketing composto de nomeações feitas durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Tirá-los do esconderijo judicial ao qual foram abrigados por Joaquim Barbosa poderá, talvez, fazer ruir toda a alvenaria estrutural do julgamento

E mais que isso: colocar em xeque as emissões de tintura macartista com as quais a mídia tem amparado, vocalizado e orientado o conjunto da obra.
(*) Atualizado em 12-11-2012 , às 10hs23

Por:  CARTA MAIOR e site www.zedirceu.com.br

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O “Nunca Dantes” derrotou meio mundo: Globo, STF,Serra,PIG e a elite azêda paulista.

Para os ignorantes:  “Nunca Dantes” é o Presidente de honra do Povo brasileiro, LILS, ou, para os mais “mais"  ainda: Lula.


O Nunca Dantes derrotou o principal líder da oposição.
O Nunca Dantes derrotou o principal líder da oposição, que jogava em casa, com a plateia dele.
O Nunca Dantes derrotou a extrema-direita mais obscurantista, o malafismo medieval.
O Nunca Dantes derrotou a campanha mais baixa, mais suja da República.
O Nunca Dantes ganhou em São Paulo capital e no cinturão vermelho em torno da capital, logo, do Palácio dos Bandeirantes.
Caiu a Stalingrado tucana.
O Nunca Dantes ganhou em 68 cidades de São Paulo – o que nunca tinha acontecido antes.
O Nunca Dantes botou a batata do Alckmin pra assar.
Falta cair Moscou.
O Nunca Dantes derrotou o único ideólogo da extrema direita, o Farol de Alexandria – para os + ignorantes: FHC.
Ele (FHC) é um jênio (com “J”): disse que o PSDB precisa renovar-se e considerou que Cerra(com “C”) foi um bom candidato.
O Nunca Dantes derrotou o Supremo da Globo (SIC).
Derrotou a cronologia do julgamento do Supremo, afinada com a Superintendência de programação da Globo, sua sócia nessas “astúcias”.
O Nunca Dantes derrotou o Ayres Britto, que organizou os prazos e as datas.
O Nunca Dantes derrotou os 18′.
A mais deslavada tentativa de Golpe da GLOBO: 18′ na ante-véspera da eleição, solamente para ferrar o Haddad. Para os + “mais”: 18 minutos de “aulas” de mensalão.
Foi uma derrota acachapante, a tal ponto que o filho do Roberto Marinho deveria mandar o Ali Kamel embora, pra escrever “Memórias de uma Guerra Suja – II”.(a guerra suja I se deu em 2010 contra Dilma – aquela sujeira das 3 tumografias na careca do Serra, que fora atingida por uma bolinha de papel de 2 quilos – segundo o “perito” Molina, contratado especialmente pela Globo e que fora vergonhosamente desmascarado em menos de 24 horas)                  globo no varal
O Nunca Dantes fincou a bandeira do PT na classe média paulistana.
O partido do Nunca Dantes passará a comandar a maior parcela dos orçamentos municipais do país – e, portanto, governar para os pobres, como fez no Governo dele e continua com o Governo da “terrorista”!. O partido do Nunca Dantes sai da eleição com a vitória sobre o maior número de eleitores do país – logo, um eleitor com mais chances de votar na Dilma do que no Padim Pade Cerra, o eterno candidato da Globo.
O principal partido da oposição, os tucanos, encolhe desde 2000.
Ou seja, Cerra é o Jim Jones do partido.
O Nunca Dantes saiu engrandecido da eleição, para desespero da “Zelite”.
A derrota de Haddad seria um tiro no peito.
Por isso o PiG (*) e o Supremo se uniram, no tempo e no espaço.
No Supremo é assim, agora: na dúvida, pau no réu. Na vida real, é assim: na dúvida, com o Lula.
Em tempo: um pedaço da vitória do Nunca Dantes e do Haddad se deve ao trabalho de José Dirceu, o arquiteto da obra do PT amplo, fora do gueto que o professor Wanderley chamou de “sindicalismo messiânico”. Essa obra foi tão profundaclique aqui para ler o que disse o André Singer sobre “o  reformismo do Lula vai durar muito tempo” – que é preciso algemá-lo diante das câmeras da Globo. Estão entendendo o PORQUE dessa PARANÓIA contra o  Dirceu?*** Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
***E ESSE BLOG COMPLEMENTA, com uma pergunta: Será verdade que o “tratamento” de Joaquim na Alemanha fez parte da estratégia arquitetatada pela GROUBU, uma espécie de plano “B”, para deixar a dosimetria para depois da  “derrota”  do candidato do DIRCEU?  Para os ignorantes, o candidato de Dirceu é o HADDAD. Agora é acompanhar o comportamento do supremo depois que o Joaquim voltar  de “carroceria” arrumada.

sábado, 13 de outubro de 2012

Discurso de Dilma na Conveção da SIG*

O CIRCO 

Está em curso na cidade de São Paulo uma convenção da SIG*Sociedade Inter-americana del Golpe, também chamada de Interamericana de Prensa.
Ao lado, o Barão de Itararé promove uma contra-convenção

Num furo de reportagem, o Conversa Afiada teve acesso ao discurso que a Presidenta Dilma ali pronunciará:

Senhoras e Senhores, paladinos da liberdade interamericana.

Que minhas primeiras palavras sejam as de Thomas Jefferson: “Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” .
(Aplausos !)

Em nome da mesma liberdade que os senhores e senhoras protegem, diuturnamente, no heróico labor, sem querer me comparar ao grande estadista norte-americano, também disse eu:
Prefiro o barulho ensurdecedor da imprensa ao silêncio das ditaduras.
(Aplausos !)

Quero antes de mais nada enumerar aqui as grandes conquistas da História Política do meu país e a que os senhores estão indissoluvelmente associados.
Mais do que do meu país, essas conquistas são do próprio princípio universal da Liberdade.

O Brasil deve aos senhores o suicídio de Vargas.
Deve aos senhores a queda de Goulart, um diletante que gostava de pernas – de cavalos e coristas.

E conduzia o país na trilha do petebo-comunismo.
Sem a heróica resistência dos senhores, esse latifundiário travestido de populista daria um Golpe de Estado para perpetuar seus asseclas no Poder

O Brasil deve aos senhores a providencial contribuição dos juristas da V Frota norte-americana na revisão da Constituição brasileira, a Constituinte de 1º de Abril de 1964

O Brasil deve aos senhores o AI-5, quando grande jurista bradou: “Às favas com as provas”.

O Brasil deve aos senhores a implacável perseguição e punição exemplar dos que militavam, de armas na mão, contra essa mesma Democracia que os senhores defenderam e defendem.
(Aplausos frenéticos !)

O Brasil deve aos senhores o cerco implacável aos governos corruptos que o trabalhismo impôs à sociedade brasileira.

O Governo de um pretenso estadista, semi-analfabeto e arrogante, não dispôs de um dia sequer para respirar – porque a vigilância dos senhores e senhoras foi infatigável.

Em nome de todos os brasileiros e brasileiras, agradeço essa vigília em nome da Sacrossanta Liberdade !

Não fossem os senhores e as senhoras, esses polvos vestidos de sindicalistas, profissionais do tributo corporativo, teriam tragado a Nação com a volúpia de Poder e a ganância argentária !
(Aplausos mais frenéticos ainda !!!)

O Brasil deve aos senhores este julgamento do mensalão.
Juízes técnicos e imparciais, que os senhores protegeram até fisicamente, puderam desnudar o assalto aos cofres do Estado !
(Aplausos ! Gritos de Merval ! Merval !)

Sem a barreira destemida da proteção mediática, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Roberto Jefferson, Ayres de Britto e Marco Aurélio de Mello – brasileiros de que nos orgulharemos para sempre ! – não teriam condições de levar os corruptos ao cadafalso !
(Aplausos ! Gritos femininos de “Jefferson, eu te amo !” Eu te amo !”)

O que seria da Democracia brasileira sem esta SIG ?
Quero aqui solenemente assumir o compromisso de que jamais promulgarei um marco regulatório para a mídia.
Jamais !
Quero repetir: jamais !
Eu não sou Cristina Kirchner !
(A plateia urra de entusiasmo febril ! Brados de Viva ! Viva !  Merval ! Merval !)  [ESSA FOI ÓTIMA!!!)

Marco regulatório, tem outro nome é censura !
Quero assumir também outro compromisso solene

Olho nos olhos de vocês, senhoras e senhores, paladinos da Liberdade Hemisférica, e digo: vou continuar a financiar vocês.
(Aplausos ! Aplausos ! “Viva o FHC !”, se ouve ao fundo.)

As verbas publicitárias do meu Governo e das empresas do meu Governo serão, sempre, prioritariamente, destinadas a vocês, porque vocês são a garantia de Liberdade e da imparcialidade !

A minha política é a do Governo Fernando Henrique: a vocês, tudo !
(Aplausos ! Gritos de “oba !”, “oba !”, “quero o meu !”, “quero o meu !” “Ninguém tasca ! Primeiro é da Globo !” Aplausos !)

Fico muito feliz por saber que este grande brasileiro Fernando Henrique Cardoso, o verdadeiro construtor do suposto sucesso do Governo Lula -
(Aplausos !!!)
– que este grande brasileiro me precedeu nesta tribuna.

Rendo também minhas homenagens a Regina Duarte, grande atriz e, sobretudo, Pensadora Política, que aqui esteve para homenageá-los.[Sem Medo].

Lamento que esta mesa não tenha sido mediada pela Patricia Kogut, extraordinária analista de assuntos de Comunicação de Massa do jornal o Globo, que, como todos sabem, aqui no Brasil, se tornou a expressão máxima da Liberdade !
À Patricia e ao seu digníssimo esposo meus cumprimentos carinhosos.
(Aplausos ! Viva ! Viva a Patricia ! Viva o Ali Kamel !)

Quero encerrar essas minhas breves palavras com a reafirmação da política do meu Governo para a questão da liberdade de imprensa: o seletor de canais é o melhor censor !

Muito obrigada e viva o Dr Roberto Marinho de saudosa memória !
(A plateia se levanta e aplaude, sem interrupções e sob entusiasmo uniforme por quinze minutos.)
Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A HIPOCRISIA DE ALGUNS MINISTROS DO STF, PROVOCA ATÉ LUMBAGO!!

Ministros do STF, desçam do pedestal e vejam como são feitas eleições no Brasil. Comecem por Diamantino, de Gilmar Mendes
GILMAR(tu)MENTES JOAQUIM NO BAR
A novela “GABRIELA” está precisando desses “figrantes” aí…!!!  aaafffff
Dizer que dinheiro de um partido para outro é corrupção ou compra de votos é ignorar completamente como são feitas as campanhas políticas no Brasil.

Caramba! Então mudem as leis eleitorais, MAGNÍFICOS, MAJESTOSOS E EXCELENTÍSSIMOS  SENHORES MINISTROS DA SUPREMA CÔRTE DA REPÚBLICA DOS BANANAIS!!… ora, ora, ora…ÔXENTE!  MAS os senhores não tem poderes MAIORES? como por exemplo: Condenar réus SEM PROVAS? BASEADOS TÃO SOMENTE na acusação de INIMIGOS DO RÉU? (vide Ação penal 470, cujo réu José Dirceu passou por esse “crivo”, ou seja, a única PROVA nos autos foi a acusação feita por um CO-RÉU no mesmo processo que, inclusive É UM INIMIGO DECLARADO PUBLICAMENTE, CONFORME VIDEO EM CORES E “VIA EMBRATEL” DIVULGADO  PARA TODO O BRASIL…

Pois não é que, coincidentemente,  José Dirceu foi CONDENADO, inclusive por esses dois MAGNÂNIMOS E INSUSPEITOS JUIZES (fotos acima)  …Por que será?  Pergunta um brasileiro burro.

Coligações oficiais ou oficiosas incluem trabalho, agenciamento de cabos eleitorais e financiamento direto ou indireto (via seus apoiadores - empresários, empreiteiros, lobistas - oficiais ou oficiosos) às campanhas visando objetivo imediato ou futuro.

Por exemplo, um deputado estadual ajuda campanhas de candidatos a vereador e a prefeito com o objetivo de que eles o apoiem dois anos adiante em sua reeleição a estadual, ou numa possível eleição a federal, governador, senador ou presidente.

Quando um partido se coliga a outro, recebe horário eleitoral do partido e, em troca, oferece material de campanha, verba, prestígio.

É assim que funciona em todo o Brasil, em todas as eleições.
Muitos empresários só fazem doações "por fora", dinheiro geralmente sonegado por eles em alguns dos muitos artifícios legais (às vezes também ilegais) que a legislação brasileira oferece.
Todo mundo sabe disso.

Mas, pelo visto, todo mundo, vírgula, menos os ministros do STF.
Por isso, a sugestão do título desta postagem. Que os ministros desçam do pedestal em que se colocaram e procurem ver como são as eleições, na prática, no Brasil brasileiro e verdadeiro.

Poderiam, como sugeri, começar com a cidade de Diamantino, no Mato Grosso, terra natal de um deles, o ministro Gilmar Mendes. Lá, não há só caixa 2 e coligações partidárias, mas burlas à legislação, compra de votos e ameaças de morte, todas feitas, segundo acusações e processos na Justiça, pela família do ministro Mendes.
Podem começar por aqui:
byBlogdoMello

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ADEUS CREDIBILIDADE DO DATAFOLHA E IBOPE …(ou dataFAlha e GLOBope)

E O POVO RESOLVEU “METER O BICO”.
 DATAFALHA E GLOBOPE, mostraram sua cara imunda e foram desmascarados pela vontade popular: Das 11 Capitais onde esses institutos fizeram pesquisas “BOCA-DE-URNA”, ERRARAM FEIO EM 8 (pior: erros sob encomenda e para os fins óbvios demais da conta)...(para favorecer a interessas escusos). Somente após o meio dia  é que esses Institutos “soltaram” uma segunda rodada de pesquisas boca de urna, tentando “corrigir” o erro com números bem próximos dos resultados oficiais (para despistar, lógico!...tarde demais:  o gato deixou o rabo de fora)

MAS, não há um mal que não traga um bem: a partir de agora, quem mais irá acreditar no datafolha e no Ibope?
CARTA MAIOR .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . Foi um domingo para não esquecer. A história rugiu, rangeu e se mexeu. Mas não na direção que o conservadorismo esperava.
O que as urnas fizeram foi repor certas correlações entre a nervura social e o voto; entre o discernimento popular e o legado histórico de projetos e propostas antagônicas.

Milhões de vozes e rostos anônimos falaram o que pensam. Como é natural, em se tratando de escrutínios marcados por peculiaridades locais, emitiram vereditos ecumênicos.

Mas certas linhas afloraram com força: primeiro, o PT superou o PMDB e se tornou o partido mais votado no país, com 18 milhões de votos; cresceu 4% sobre 2008Seu rival, o PSDB perdeu 4%.;
Em segundo lugar: o PT ganhou 627 prefeituras (14% mais que em 2008) e disputa o 2º turno em seis das maiores cidades do país.  Não só.

Ali onde a natureza da disputa incorporou a tensão do conflito entre dois grandes blocos de interesses contraditórios -- não apenas no âmbito local, mas nacional e também no plano da crise global-- a resposta do voto desautorizou o prognóstico conservador. Ou seria melhor dizer a torcida e, em alguns casos, a quase fraude?

O domingo mostrou que o mundo seria perfeito para o conservadorismo se a democracia pudesse ser resolvida no campo das 'ilações', tão a gosto de certas togas e dos interesses aos quais elas se oferecem, sendo por eles obscenamente desfrutadas.

Se bastassem as 'ilações' do Datafolha, por exemplo, Serra iniciaria hoje um passeio pelo segundo turno de São Paulo --de bike, que ele é moderno-- para desmontar o frágil Russomano.

O Datafolha modelou esse cenário indutor; insistiu nele até o último instante, reservando a Haddad uma 3ª colocação algo desanimadora (afinal, quem é que gosta de votar em candidato fora do páreo?).

Em 24 horas, tudo mudou: o candidato do PT saltou dos 19% que lhe eram atribuídos pelo instituto da familia Frias e encostou nos 29% (dos votos válidos, neste caso, conforme lembra com razão o leitor Kubas em seu comentário abaixo; o sentido da 'modulação' na forma de divulgar, persiste).
dilma e haddad[3]PRESIDENTA DILMA E HADDAD, APÓS ELEIÇÃO DO 1º TURNO-SP Como um instituto que se pretende isento não capta um migração de votos dessas proporções?   Estranho, mas compreensível, afinal o candidato predileto da familia FRIAS (dona do Grupo FOLHA) é o “eterno Presidente”  José Serra (plus-que-parfait).

Se Haddad fosse um furacão e o Datafolha um serviço de meteorologia, que destino caberia aos responsáveis por tão clamorosa falha na informação à opinião pública?

As 'ilações' da mesma extração tampouco se revelaram pertinentes na tarefa de derrotar Chávez neste domingo, pois sabemos que a mesma midia conservadora, através de seus prepostos, (Arnaldos Jabores e Mervais Pereiras e outros subalternos dos chefões da grande midia) vem batendo na mesma tecla contra Hugo Chavez da venezuela, há anos, desde a era BUSH. Suas ‘ilações’ não funcionaram e Chavez foi eleito com 54% dos votos, para desespero desses.

Maciçamente apresentado como uma “ruína política”   pelo jornalismo conservador --incluindo-se os mervais brasileiros - o 'autoritário' Chávez venceu Henrique Capriles, num pleito difícil, mas limpo e com participação recorde, por uma diferença da ordem de 10 pontos (54% a 44%)

Domingo memorável. O eleitor resolveu 'meter o bico' na história em São Paulo, em Caracas e em outras praças, para horror daqueles que não suportam 'estrangeiros' em seus currais.
Mas também uma jornada recheada de advertência às candidaturas de esquerda que seguem para o 2º turnoé hora de vestir a camisa do bloco progressista ao qual pertencem, se quiserem obter os votos que --tradicionalmente-- a ele se destinam. A ver.
By Carta Maior

domingo, 7 de outubro de 2012

VERSÃO DA VEJA: O “MENINO POBRE QUE MUDOU O BRASIL”– INACREDITÁVEL!

REVISTA DE ULTRA DIREITA, A VEJA ESTREBUCHA, MESMO SEM SEU COOPERADOR, CARLINHOS CACHOEIRA, QUE ATÉ BEM POUCO TEMPO DAVA-LHES PAUTAS E MAIS PAUTAS PARA DERRUBAR O GOVERNO LULA E DILMA.

AMIGOS, FIQUEMOS ATENTOS: A ULTRA DIREITA SE ORGANIZA PARA, TAL QUAL OCORREU EM 1964, GOLPEAR O POVO BRASILEIRO: COMO SABEMOS, DESDE 2002 QUE ELA LUTA POR ISSO, A UM CUSTO INIMAGINÁVEL...TUDO PORQUE A PARTIR DE 2003, COM A CHEGADA DO PT AO GOVERNO, AO POVO FOI DADO AQUILO QUE A DIREITA SEMPRE NEGOU AO NOSSO POVO: DIGNIDADE E O DIREITO DELE VISLUMBRAR DIAS MELHORES PARA SEUS FILHOS E NETOS. SIMPLES ASSIM ! VEJAMOS:

1)- TENTARAM DE TODAS AS FORMAS IMPEDIR A ELEIÇÃO DE LULA EM 2002 – NÃO CONSEGUIRAM;

2)- REPETIRAM A DOSE EM 2005, QUANDO FIZERAM ECLODIR EM PLENO ANO PRÉ ELEITORAL COM EXPLORAÇÃO MIDIÁTICA EXACERBADA, O ESCANDALO DO MENSALÃO, PARA TENTAR BARRAR A REELEIÇÃO DE LULA – NÃO CONSEGUIRAM.

3)- AÍ COLOCARAM O “MENSALÃO” EM “BANHO MARIA” ( UMA ESPÉCIE DE CARTA NA MANGA VISANDO REQUENTAR SUA PAUTA PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2012 (COMO ESTAMOS VIVENCIANDO).

ANTES, PORÉM, EM 2010, COMO SABEMOS, TENTARAM ENVOLVER DILMA RUSSEF, COMO MINISTRA DA CASA CIVIL EM ESCANDALOS FATASIOSOS E DERAM MAIS UM TIRO NO PÉ, POIS DILMA SE ELEGEU;

4)- DEPOIS QUE DILMA TOMOU POSSE, AS FRUTICAS CONTINUARAM COM MAIS INTENSIDADE NESSA MIDIA GOLPISTA, ATÉ DERRUBAREM 7 MINISTROS DE SEU GOVERNO COM DENUNCIAS VAZIAS E SEM PROVAS...TODOS FORAM INOCENTADOS POR FALTA DE PROVAS, MESMO ASSIM, DILMA FOI OBRIGADA A DEMITÍ-LOS PARA NÃO PREJUDICAR O ANDAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES.

– RESULTADO: DILMA FICOU MAIS FORTE E AS PESQUISAS COMPROVARAM ISSO ATÉ HOJE: A APROVAÇÃO DELA É RECORDE – NENHUM PRESIDENTE (NEM LULA) CONSEGUIU TANTO APOIO POPULAR EM 2 ANOS DE MANDATO...(HOJE ELA DETÉM 77% DE APROVAÇÃO)

5)- COM TANTO TIRO NO PÉ, A OPOSIÇÃO, COM O AUXILIO LUXUOSO DA GRANDE MIDIA CORPORATIVA DE SEMPRE Globo & Cia) NÃO SE CONTENTARAM E PASSARAM A PRESSIONAR O STF PARA “APRESSAR” O JULGAMENTO DO QUE ELES APELIDARAM DE MANSALÃO (AÇÃO PENAL 470), DE MODO QUE COINCIDISSE COM AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS QUE HOJE OCORREM, PARA EVITAR QUE O CANDIDATO DE LULA – HADDAD - SEJA ELEITO NO MAIOR COLÉGIO ELEITORAL DO PAÍS ; PODE ATÉ NÃO SER ELEITO, MAS NÃO SERIA POR CAUSA DO TAL JULGAMENTO DO MENSALÃO QUE, SEGUNDO PESQUISAS DE TODOS OS INSTITUTOS, SUA INFLUENCIA ESTÁ SENDO ZERO NESSAS ELEIÇÕES (MAIS UM TIRO NO PÉ DESSA DIREITA FASCISTA).

 UMA COISA É CERTA: SEJA QUAL FOR O RESULTADO DO JULGAMENTO DO MENSALÃO E DAS ELEIÇÕES, A MIDIA DIREITO-FASCISTA E A OPOSIÇÃO  ESTÃO INQUIETAS...E A revista panfletária VEJA, JÁ LANÇOU SEU BALÃO DE ENSAIO PARA AS ELEIÇÕES DE 2014 – LANÇANDO SEU CANDIDATO A PRESIDENTE JOAQUIM BARBOSA, COM DIREITO A CAPA DE REVISTA VEJA, E TUDO O MAIS , COM O TÍTULO: “O MENINO POBRE QUE MUDOU O BRASIL”... PHODE ??  (VEJA A FOTO 01 –) ABAIXO.

DETALHE: LEIA (FOTO 02) O QUE REINALDO AZEVEDO DA MESMA revista VEJA, ESCREVEU SOBRE O NOVO “PRESIDENCIÁVEL” EM SUA COLUNA, TEMPOS ATRÁS: HOJE O MESMO REINALDO O ELOGIA E A VEJA ATÉ O “HOMENAGEIA”.(hilário!)     FOTO 01(CENTRO) – CAÇADOR DE MARAJÁS - II (?)

                                                    image003-SETA

O CAÇADOR DE MARAJÁS-2  DA MIDIA

SETEMBRO DE 2009 NA COLUNA DO ULTRA DIREITISTA “TIO”  REINALDO AZEVEDO

A VEJA DE ONTEM

http://www.youtube.com/watch?v=A7BRXp8KUPw 

Quem é o "menino pobre que mudou o Brasil"? A RESPOSTA ESTÁ NO VIDEO ACIMA ou a seguir...acesse e assista... http://www.youtube.com/watch?v=A7BRXp8KUPw                                             

=CAPA DA VEJAJOAQUIM NO BARJOAQUIM DE LICENÇA MÉDICA…………………….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

A capa (acima) do "detrito sólido de maré baixa", mais uma vez, tenta enganar o povo. Na sua sanha de ódio contra o PT e LULA usa o Juiz Barbosa. Não há mais interesse em Aécio ou Serra. Vão criar outro factóide, para enfrentar LULA e DILMA. Mas não passarão!  Em 2002, 2005 E 2010 foi pior e não passou!

Assistam quem foi, realmente, o menino pobre, que MUDOU, de verdade o Brasil! http://www.youtube.com/watch?v=A7BRXp8KUPw

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MAIS UM TIRO NOS “MIOLOS” DA MIDIA CORPORATIVA E GOLPISTA.

Nas últimas semanas, houve um assanhamento da direita demo-tucano-midiático-judiciária em relação a efeitos políticos que esses setores caquéticos da política nacional almejavam que sobreviessem do circo armado pela grande mídia em torno do julgamento da ação penal 470, a qual esse grupo político chama de “julgamento do mensalão”.

Nesta quarta-feira, porém, o que sobreveio desmentiu um sem-número de “análises” sobre aqueles “efeitos políticos” almejados, que, em verdade, são de que Lula, Dilma e o próprio PT estejam sendo desmoralizados pela pretensa condenação (tácita) de todos que vai se desenhando nas deliberações do julgamento daquela ação penal pelo STF.

A pesquisa de opinião da série CNI-Ibope que acaba de ser divulgada, porém, mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff ganhou aprovação apesar de todo esse circo midiático, tendo agora 62%, índice maior do que o registrado em junho, que era de 59%. Além disso, a aprovação da própria presidente atingiu espantosos 77%.

Quem não assistiu à entrevista coletiva convocada pela CNI para anunciar as pesquisas, porém, não sabe de mais alguns dados que constituem excelente notícia não só para Dilma, mas, também, para Lula.

Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, afirmou, em coletiva de imprensa convocada para anunciar a nova edição da pesquisa da entidade, que 57% da população julga este governo igual ao governo Lula, o que significa que a maioria da população está conseguindo ver cada vez mais méritos nos dois últimos governos, ignorando a mídia.

Não há como aprovar Dilma sem aprovar Lula. Aliás, a pesquisa mostra isso. Afinal, se 57% dos brasileiros consideram que os governos Lula e Dilma são iguais – e se 22% consideram que o de Lula foi melhor –, como enxergar essa desmoralização que pistoleiros da mídia golpista – aquela que ajudou a dar o golpe de 1964 – andam alardeando? Com a palavra o bôbo da corte Arnaldo Jabor.

Venho dizendo, reiteradamente, que a mídia acredita ter o poder supremo da criação, de fazer acontecer, como por mágica, tudo o que deseja. Não sem razão, diga-se, pois quem controla boa parte do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal certamente tem razões para se achar todo-poderoso. Contudo, a mídia não entendeu que esse poder discricionário diminuiu.

Apesar de sua influência imensa sobre as instituições e sua capacidade de pautar a opinião pública – que, há que entender, não é a opinião do povo e, sim, a de setores barulhentos e ricos da sociedade –, a mídia não consegue mais fazer o povo acreditar em si. Não quando lhe pede que vote em seus escolhidos, sem pedir explicitamente.

A ridicularia dessa discurseira demo-tucano-midiática encontra exemplo, aliás, em um dos textos mais cretinos que a mídia publicou nas últimas semanas. É de autoria do colunista da Folha de São Paulo Fernando Rodrigues. Ele compara o momento político atual com o início da desmoralização da ditadura que seu patrão ajudou implantar e que ocorreu a partir de 1974.

Vale a pena ler a cretinice para captar o que essa direita delirante anda almejando e que acaba de lhe ser negado por quem manda, ao fim: o eleitorado.  A coluna de Fernando Rodrigues foi publicada na edição da Folha de São Paulo de quarta-feira 26 de setembro de 2012. Volto em seguida.

Enquanto o emprego no Brasil cresce, os salários, idem, a rica Europa e o rico Estados Unidos, continuam “remando contra a maré” numa gigantesca AREIA MOVEDIÇA.  Viva o Brasil. Viva o Povo Brasileiro.