segunda-feira, 27 de maio de 2013
O INICO DO FIM DO IMPÉRIO DO ÓDIO, DA MENTIRA E DA MANIPULAÇÃO
Sob Roberto Civita, a maior editora de revistas do País se transformou, nos últimos anos, em instrumento de ódio e numa trincheira de combate permanente ao PT; no entanto, o apoio de governos tucanos pode também estar chegando ao fim, com o ocaso do PSDB em São Paulo; é nesse ambiente delicado que Giancarlo Civita, um herdeiro sem nenhuma experiência jornalística, assume o comando da empresa, que busca diversificar suas atividades; executivo Fábio Barbosa, que tem trânsito em Brasília, poderia ser um pacificador, mas caberá a "Gianca" definir a sua própria linha editorial
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27 DE MAIO DE 2013
247 - Talvez não haja exemplo no mundo comparável ao do grupo Abril. Uma casa editorial que, mais do que qualquer outra, em qualquer parte do planeta, tenha exercido um protagonismo político tão forte na sociedade em que está inserida. Veja, principal publicação do grupo, foi a revista que, em 1989, ano da primeira eleição presidencial após o regime militar no Brasil, inventou o personagem "caçador de marajás", ajudando a eleger Fernando Collor. Foi também a revista que liderou seu processo de impeachment, três anos depois. E que, em 1994 e 1998, abraçou fortemente os projetos políticos do PSDB, encarnados na figura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A partir de 2003, com a chegada do PT do ao poder, Veja deixou de ser propriamente um produto jornalístico para se transformar numa trincheira de combate político. Contribuíram para esse fenômeno razões de natureza ideológica, como o alinhamento automático da família Civita com os Estados Unidos e seus interesses financeiros, mas também de cunho econômico. Próximo a políticos como FHC e, sobretudo, José Serra, o editor Roberto Civita, falecido ontem, soube também aproveitar as oportunidades criadas por máquinas poderosas, como o Palácio dos Bandeirantes e a Prefeitura de São Paulo. E fez da venda de assinaturas e de revistas educacionais ao setor público um de seus maiores negócios – o que contribuiu para colocá-lo na lista de bilionários da revista Forbes.
Nesses dez anos de combate permanente, a Abril descambou, em vários momentos, para o preconceito, o ódio de classes e a mentira, pura e simples. Veja foi a revista que, numa de suas capas, deu um pé na bunda do ex-presidente Lula, expressando aquele que talvez fosse o maior desejo de Roberto Civita. Em outra, mais recente, colocou Dilma pisando num tomate, aderindo ao lobby não declarado pela alta das taxas de juros no Brasil. E publicou denúncias jamais comprovadas em sua caçada ao PT, como a dos famosos dólares de Cuba – esta, ancorada no suposto depoimento de um morto. Um "escândalo", diga-se de passagem, que foi apenas um entre dezenas de exemplos de transgressões editoriais.
Em 2010, quando Dilma Rousseff chegou ao poder, e Lula, o operário-presidente que jamais foi aceito por Civita já estava fora do Palácio do Planalto, muitos tinham a expectativa de que a Abril poderia ajustar sua linha editorial, retornando a uma postura menos extremista e mais ao centro, condizente com o retrato da sociedade brasileira. Um dos sinais foi a saída de Diogo Mainardi e o deslocamento de editores que comandavam a falange do ódio na publicação para posições subalternas. Outro foi a contratação de Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander, que havia sido membro do conselho de administração da Petrobras, sob a presidência de Dilma, e tem bom trânsito em Brasília.
No entanto, quando veio o julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, o ódio falou mais alto. Veja fez de tudo para emparedar ministros do Supremo Tribunal Federal não alinhados com a condenação, forjou alianças com alguns deles e alimentou novos enredos de ficção, como na suposta tentativa de intimidação do ministro Gilmar Mendes pelo ex-presidente Lula. Quando veio a tão esperada condenação, a revista estampou em sua capa fogos de artifício, mas todo o esforço não atingiu plenamente seus objetivos – na eleição municipal de 2012, José Serra foi derrotado para Fernando Haddad, do PT.
Ao mesmo tempo, Veja sofreu o maior arranhão de sua credibilidade em todos os tempos, com a comprovação de que manteve uma aliança de mais de uma década com um dos maiores contraventores do País – o bicheiro Carlos Cachoeira, que produzia, com métodos ilegais, como grampos clandestinos, vários de seus escândalos. Para evitar a convocação de Civita a Brasília, onde passaria pelo constrangimento de depor diante de uma CPI, Fábio Barbosa apelou até mesmo ao ex-ministro José Dirceu – alvo preferencial de Veja nos últimos anos. E usou a doença de Civita como argumento.
E agora, Gianca?
É nesse ambiente conturbado que Giancarlo Civita, filho mais velho de Roberto, sem nenhuma experiência na área jornalística, e com fama de playboy, assume o comando da editora. Uma mudança que lança dúvidas sobre o futuro da Abril. Na área editorial, a corrosão da credibilidade e a guinada à direita radical afugentaram leitores – especialmente aqueles mais politizados. No mundo político, o ocaso do PSDB em São Paulo, que perdeu a prefeitura da capital e corre riscos no governo do Estado, também enfraquece uma das principais alianças da Abril. Um dos principais novos negócios, que é a educação e a venda de sistemas de ensino, também depende de uma certa diplomacia política. Por isso mesmo, Fábio Barbosa tem ido com frequência a Brasília, na tentativa de sinalizar que é um homem de paz.
O maior desafio de "Gianca", no entanto, será definir sua própria linha editorial na Abril. Nos últimos dez anos, com Roberto Civita tomado pelo ódio e pelo preconceito, a área editorial de Veja, principal revista da casa, assumiu essas feições. Há ali os que realmente odeiam, como Reinaldo Azevedo, os que fingem odiar, como Augusto Nunes (que até poderia amar o PT, se fosse o caso), e os fiéis devotos da ideologia abriliana, como Eurípedes Alcântara, diretor de redação de Veja.
Se Gianca decidir delegar todo o poder à redação, nada mudará. No entanto, sem o trânsito político de Roberto Civita, não será simples converter o ódio e o preconceito ao PT em benefícios econômicos. Se estiver disposto a ouvir Fábio Barbosa, haverá uma possibilidade real de maior equilíbio. E há ainda uma terceira hipótese, que é a de que o príncipe herdeiro imprima sua própria marca editorial a um grupo ainda influente, mas que enfrenta vários desafios simultâneos: a transformação profunda da mídia, a mudança tecnológica e a própria conscientização dos leitores, que rejeitam a manipulação.
terça-feira, 30 de abril de 2013
VOCÊ CONHECE O CARÁTER DO MINISTRO DO STF GILMAR MENDES? LEIA:
A CONTROVERSA CARREIRA DE GILMAR MENDES. NA FOTO, COM JOAQUIM BARBOSA, DORMINDO EM SERVIÇO.
Do blog Diário do Centro do Mundo:
E eis que o ministro Gilmar Mendes está metido em mais uma controvérsia. Para ajudar os leitores do Diário a se situarem, montamos um grupo de perguntas e respostas sobre Gilmar.
Quem indicou Gilmar Mendes para o STF?
Fernando Henrique Cardoso.
Como a indicação de Gilmar Mendes para o STF foi recebida por juristas ilibados?
No dia 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicou um artigo do professor Dalmo Dallari, a propósito da indicação de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, sob o título de Degradação do Judiciário.
Qual era o ponto de Dallari?
“Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado”, afirmou Dallari, “não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional.”
Por quê?
Gilmar, segundo Dallari, especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. “Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito”, escreveu Dallari. ”No governo Fernando Henrique, o mesmo Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.”.
Como Gilmar, no cargo de advogado- geral da União, definiu o judiciário brasileiro depois de suas derrotas judiciais?
Ele fez uma afirmação textual segundo a qual o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.
Como os juízes responderam a isso?
Em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um juiz observou que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.
Havia alguma questão ética contra Gilmar quando FHC o indicou?
Sim. Em abril de 2002, a revista “Época” informou que a chefia da Advocacia Geral da União, isto é, Gilmar, pagara R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público – do qual o mesmo Gilmar é um dos proprietários – para que seus subordinados lá fizessem cursos.
O que Dallari disse desse caso?
“Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo”, afirmou Dallari.
Em outros países a indicação de juízes para o STF é mais rigorosa?
Sim. Nos Estados Unidos, por exemplo, um grande jurista conservador, Robert Bork, indicado por Reagan, em 1987, foi rejeitado (58 votos a 42), depois de ampla discussão pública.
Como o Senado americano tratou Bork?
Defensor declarado dos trustes, Bork foi arrasado pelo senador Edward Kennedy A América de Bork – disse Kennedy – será aquela em que a polícia arrombará as portas dos cidadãos à meia-noite, os escritores e artistas serão censurados, os negros atendidos em balcões separados e a teoria da evolução proscrita das escolas.
O caso foi tão emblemático que to bork passou a ser verbo. Mais tarde, em outubro de 1991, o juiz Clarence Thomas por pouco não foi rejeitado, por sua conduta pessoal. Aos 43 anos, ele foi acusado de assédio sexual – mas os senadores, embora com pequena margem a favor (52 votos a 48), o aprovaram, sob o argumento de que seu comportamento não o impedia de julgar com equidade.
Na forte campanha contra sua indicação as associações femininas se destacaram. E o verbo “borquear” foi usado por Florynce Kennedy, com a sua palavra de ordem “we’re going to bork him”.
Já no Supremo, Gilmar continuou a agir contra os interesses dos índios, como fizera antes?
Sim. Em 2009, o governo cedeu aos guaranis-caiovás a terra que eles ocupavam então. Em 2010, o STF, então presidido por Gilmar Mendes, suspendeu o ato do governo, em favor de quatro fazendas que reivindicam a terra.
A mídia tem cumprido seu papel de investigar Gilmar?
NÃO, com exceção da Carta Capital. Na edição de 8 de outubro de 2008, a revista revelou a ligação societária entre o então presidente do Supremo Tribunal Federal e o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).
O que é o IDP?
É uma escola de cursinhos de direito cujo prédio foi construído com dinheiro do Banco do Brasil sobre um terreno, localizado em área nobre de Brasília, praticamente doado (80% de desconto) a Mendes pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.
O que a Carta Capital revelou sobre o IDP?
O autor da reportagem, Leandro Fortes, revelou que o IDP, à época da matéria, fechara 2,4 milhões em contratos sem licitação com órgãos federais, tribunais e entidades da magistratura, “ volume de dinheiro que havia sido sensivelmente turbinado depois da ida de Mendes para o STF, por indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.
Quem dava aulas no IDP, segundo a Carta Capital?
O corpo docente do IDP era formado, basicamente, por ministros de Estado e de tribunais superiores, desembargadores e advogados com interesses diretos em processos no Supremo. “Isso, por si só, já era passível de uma investigação jornalística decente”, escreveu em seu blog o autor da reportagem. “O que, aliás, foi feito pela Carta Capital quando toda a imprensa restante, ou se calava, ou fazia as vontades do ministro em questão.”
O jornalista deu algum exemplo?
Sim. Na época da Operação Satiagraha, dois habeas corpus foram concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, em menos de 48 horas. Em seguida, conforme Leandro Fortes, “a mídia encampou a farsa do grampo sem áudio, publicado pela revista Veja, que serviu para afastar da Agência Brasileira de Inteligência o delegado Paulo Lacerda, com o auxílio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, autor de uma falsa denúncia sobre existência de equipamentos secretos de escuta telefônica que teriam sido adquiridos pela Abin”.
Como Gilmar reagiu às denúncias? Como sempre, com deboche e arrogância.
A Carta Capital e o repórter, por revelarem as atividades comerciais paralelas de Gilmar Mendes, acabaram processados pelo ministro.
Mendes acusou a reportagem de lhe “denegrir a imagem” e “macular sua credibilidade”. Alegou, ainda, que a leitura da reportagem atacava não somente a ele, mas serviria, ainda, para “desestimular alunos e entidades que buscam seu ensino”.
Como a justiça se manifestou sobre o processo?
Em 26 de novembro de 2010, a juíza Adriana Sachsida Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou improcedente a ação de Gilmar Mendes e extinguiu o processo.
O que ela disse?
“As informações divulgadas são verídicas, de notório interesse público e escritas com estrito animus narrandi. A matéria publicada apenas suscita o debate sob o enfoque da ética, em relação à situação narrada pelo jornalista. (…) A população tem o direito de ser informada de forma completa e correta. (…) A documentação trazida com a defesa revela que a situação exposta é verídica; o que, aliás, não foi negado pelo autor.”
É verdade que Ayres Brito, que prefaciou o livro de Merval Pereira sobre o Mensalão, proferiu aula magna no IDP?
Sim.
Procede a informação de que, em pleno Mensalão, Gilmar foi ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram tratados como “petralhas”?
Sim.
E agora, como entender a crise entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso?
Nas palavras do colunista Janio de Freitas, esta crise “não está longe de um espetáculo de circo, daqueles movidos pelos tombos patéticos e tapas barulhentos encenados por Piolim e Carequinha. É nesse reino que está a “crise”, na qual quase nada é verdadeiro, embora tudo produza um efeito enorme na grande arquibancada chamada país”.
É verdade que o Congresso aprovou um projeto que submete decisões do Supremo ao Legislativo?
Não. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, como explicou Janio de Freitas, nem sequer discutiu o teor do projeto que propõe a apreciação de determinadas decisões do STF pelo Congresso. “A CCJ apenas examinou, como é de sua função, a chamada admissibilidade do projeto, ou seja, se é admissível que seja discutido em comissões e eventualmente levado a plenário”, explicou Jânio. “A CCJ considerou que sim. E nenhum outro passo o projeto deu.”
E qual foi a atitude de Gilmar neste caso?
Ele afirmou que os parlamentares “rasgaram a Constituição”. Isso só é equiparável, segundo Jânio, à afirmação de Gilmar de que “o Brasil estava sob “estado policial”, quando, no governo Lula, o mesmo ministro denunciou a existência de gravação do seu telefone, jamais exibida ou comprovada pelo próprio ou pela investigação policial”.
OUTROS EPISÓDIOS PITORESCOS DESTE QUE A IMPRENSA ESCONDE SEUS MALFEITOS HÁ ANOS:
VEJA MAIS SOBRE O DESEQUILIBRADO MINISTRO:
Há quatro meses atrás, o senador Jayme Campos (DEMos-MT) lançou o nome do ministro do STF, Gilmar Mendes, para governador do Mato Grosso, Estado onde Gilmar Mendes mantém CAPANGAS, segundo acusa Joaquim Barbosa no vídeo acima.
Jayme disse que Mendes sempre foi lembrado pelo partido, e que o conhece há pelo menos 20 anos. O senador disse que possui uma relação de amizade, admiração e respeito. Afirmou, também, que é bastante próximo do irmão do ministro, Chico Mendes, que já foi prefeito de Diamantino - município onde Gilmar nasceu - por duas vezes.
Agora, Jayme Campos disse que o ministro declinou o convite, e continuará no STF sem filiar-se ao DEMos.
Na pauta de quinta-feira (25/4) do Supremo Tribunal Federal está o julgamento do Inquérito 2.606, onde Ministério Público Federal acusa Jayme Campos. O inquérito, trata de peculato, crimes da Lei de Licitações e contra a Administração Pública.
O julgamento irá acolher ou recusar a denúncia do Ministério Público, feita em 2007, para, só agora, transformá-la ou não em Ação Penal.
Como o ministro Gilmar Mendes julgará o amigo de 20 anos, que queria até ser companheiro de partido nas eleições de 2014?
sexta-feira, 26 de abril de 2013
PODER JUDICIÁRIO: 60 MILHÕES DE PROCESSOS ACUMULADOS PARADOS, ENQUANTO MINISTROS DO STF INTERFEREM NAS FUNÇÕES DO PODER LEGISLATIVO, COM AUXILIO LUXUOSO DA GRANDE MIDIA.
Gilmar Mendes e J.Barbosa
STF DORMINDO EM SERVIÇO.
ISSO AQUI É NITROGLICERINA PURA . VEJA O QUE O JORNALISTA LUIZ CARLOS AZENHA PUBLICOU , ATRAVÉS DE SEU SITE – VIOMUNDO (NO FINAL, CLIC NO LINK).
por Luiz Carlos Azenha
O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), autor da PEC 33, reagiu hoje às críticas que recebeu de articulistas da grande mídia e do ministro do Supremo Tribiunal Federal, Gilmar Mendes.
Na Folha de São Paulo, por exemplo, a colunista Eliane Cantanhêde, [aquela que afirmou em 2010 que “o PSDB é um partido de massa…mas uma massa cheirosa”] especulou que ele teria tramado uma dupla retaliação: contra a condenação dos réus do mensalão e a aprovação da união gay pelo STF.
MENTIRA ! Fonteles informou ao Viomundo que a PEC 33 tem dois anos de idade, ou seja, começou a tramitar muito antes das decisões mais recentes do STF.
Ele admite, porém, que a PEC nasceu de uma tentativa de frear invasão do Judiciário nas atribuições do Congresso.
“O Judiciário está violando a Constituição e invadindo a função legislativa já há muitos anos”, afirmou.
Citou exemplos: fidelidade partidária, verticalização das eleições, número de vereadores, cotas, células tronco embrionárias, aborto de anencéfalos, união homoafetiva, royalties do petróleo e PEC dos precatórios.
Mas, o que busca a PEC 33? Aumentar de seis para nove o número de votos necessários (entre onze ministros) para que o STF tome decisões sobre inconstitucionalidade, emendas constitucionais e súmulas vinculantes.
No caso de leis ordinárias ou complementares, os nove votos seriam suficientes.
No caso de súmulas vinculantes, o Congresso teria 90 dias para analisar a decisão do STF; se discordar, a súmula do STF se mantém mas deixa de ser vinculante, ou seja, deixa de ser imposta a tribunais inferiores.
No caso de emenda constitucional, a decisão do STF seria analisada pelo Congresso por um prazo máximo de 90 dias; em caso de discórdia, a decisão seria levada a consulta popular.
Veja a resposta de Gilmar Mendes, sob o “amparo” conservador dos holofotes da MIDIA:
“Se um dia essa emenda vier a ser aprovada, é melhor que se feche o Supremo Tribunal Federal”, afirmou Gilmar Mendes a respeito da PEC, segundo o diário conservador Folha de S. Paulo.
Reagindo, o deputado disse que isso demonstra “como o Senado tem sido negligente com um ministro desses, que tem a esposa trabalhando no escritório do [advogado] Sergio Bermudes”, numa referência à possibilidade de cassação de Gilmar Mendes.
Fonteles disse que a PEC é uma forma de coibir a “ferocidade autoritária, quase fascista do Judiciário”, ao invadir a função legislativa.
Sobre a sugestão da colunista Eliane Cantanhêde de que, como “deputado cristão”, ele estaria se insurgindo contra decisões vistas como progressistas do STF — células tronco, aborto de anencéfalos e união homoafetiva, por exemplo –, o deputado disse que o STF é “um poder de origem monárquica”, que serve ao interesse conservador mas usa algumas de suas decisões para se apresentar como “moderno”.
Deu como exemplo duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) movidas pelo ex-procurador-Geral da República, Cláudio Fonteles, a partir da mesma data, em 2005. Segundo o deputado, o STF decidiu sobre o uso de células tronco em pesquisas mas até hoje não se manifestou sobre os transgênicos, porque “mexe com os interesses da Monsanto”, a gigantesca transnacional do agronegócio. (Muito estranho!!!)
O STF, segundo o petista, funciona em função das “bancas ricas de advogados, que só os ricos podem bancar”.
Trechos:
“Existem 60 milhões de processos acumulados parados nos tribunais do país, segundo o Conselho Nacional de Justiça. O que é que este pessoal quer mexendo na função dos outros Poderes, se estão sendo negligentes, incompetentes e irresponsáveis no julgamento das causas, o que é seu dever constitucional ?” [O “supremo ministro” Gilmar Mendes poderia responder?.]
“Agora quer holofote? Vai atrás de voto, larga a magistratura, vai ser candidato, funda um partido e não se aproveite de uma conjuntura em que a mídia oligárquica que nós temos em boa parte deste país faz, junto com o Supremo, uma espécie de braço político auxiliar da oposição, que foi derrotada nas urnas”.
OBS: Para OUVIR A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA, clique no Link abaixo e em seguida nas setinhas ( indicativas de AUDIO) que apacem no final da página.
http://www.viomundo.com.br/politica/nazareno-fonteles-reage.html
segunda-feira, 22 de abril de 2013
GLOBO & OPOSICHÃO: QUEM NÃO TEM VOTOS, CAÇA-OS COM TOMATES
NOTA DE RODAPÉ AQUI NO TOPO: Os eleitores da direita ruralista burra ficariam mais euforicos se o Arnaldo Jabour fosse escalado pelo ALI KAMEL para usar o colar de tomates (com certeza ele toparia; em fim de carreira vale tudo prá segurar o empreguinho global, né, JABOR? Pena, né, Jabor, que Serra tenha perdido as eleições para Presidente e para Prefeito…se não sua ESPOSA, ex-assessora de dele, estaria NUMA BÔA, NÉ? [será que mesmo assim ela ainda recebe salário do Governo de São Paulo? Há quem afirme que sim].
Jabour deve ter ficado com ciumes. Êta Jabour, desculpe-me mas essas coisas ridiculas sempre me lembram voçê! Sua sobrevivência na midia esta causando dó, não? Disputar prestigio com Ana M. Braga é realmente fim de carreira! Hei, Arnaldo! Acho que voçê e Ana Braga são de multipéssimo uso. Ganhar dinheiro sem perder a dignidade requer inteligência e trabalho! Fazendo bobagem como voçês é facil!
AUMENTO DOS JUROS X TOMATES DA GLOBO
A desavergonhada campanha da TV Globo pelo aumento da taxa de juros ganhou ontem uma nova adesão.
A apresentadora Ana Maria Braga, a mesma que protagonizou em 2007 o movimento direitista “Cansei” pelo impeachment de Lula, apareceu no seu programa matinal “Mais você” , pateticamente vestindo um colar de tomates.
Patética e trage-cômica , ela ironizou que o produto é “uma joia”, seguindo a linha de ataque da poderosa emissora ao novo perigo vermelho que ameaça descontrolar a inflação e jogar o país no caos completo. Falando “nisso”, é bom dar uma olhada na repetição do “assunto tomate”, essa semana, nas revistas do PIG: VEJA, ÉPOCA, e outros "panfletos" do PIG.
A pressão da mídia rentista pela alta dos juros é implacável. Ela tem como alvo imediato a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para 16 e 17 de abril.
Os bancos privados, com seus bilionários anúncios publicitários nos jornais, revistas, rádios e tevês, devem estar gratos pelo empenho.
Neste bombardeio são acionados alguns jornalistas e “analistas de mercado” – nome fictício dos porta-vozes dos agiotas do capital financeiro. E agora também entrou em campo a eterna “cansada”, Ana Maria Braga, porta voz da oposição ao Governo Dilma e, por conseguinte, dos interesses políticos de seus patões globais.
O irônico é que no mesmo dia em que Ana Maria Braga usou o seu ridículo colar de tomates, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) informou que o preço do produto sofreu uma queda no preço de 43%.
Segundo Mauro Zafalon, do UOL, “pisoteado nas últimas semanas, o tomate deverá ser esquecido a partir de agora. A oferta melhora, e os preços começam a voltar ao normal…
O tomate viveu nos últimos meses um período de incertezas agrícolas, muito comum a vários produtos do setor”.
A notícia confirma o que muitos já desconfiavam. A mídia rentista aproveitou a alta sazonal do preço do tomate para fazer terrorismo pelo aumento dos juros.
Até a colunista Miriam Leitão (Bom Dia Brasil), uma arqui-inimiga do governo Dilma, reconheceu ontem no próprio O Globo que o recente aumento da inflação é um fenômeno momentâneo.
Da próxima vez que for usar o seu programa numa concessão pública de radiodifusão para fazer política, ao invés do colar de tomates Ana Maria Braga poderia pendurar umas melancias no pescoço! Eita mulherzinha cafona e subserviente.
E agora? o tomate está baixando de preço…qual será o próximo “pepino” que a Globo vai colocar no caminho da Dilma?
Leia também:
Emir Sader: Tomate leva oposição para o vinagre
quinta-feira, 4 de abril de 2013
O “PAÍS DO FUTURO” É UM BRASIL SEM A REDESGÔTO DE MANIPULAÇÃO…
BY 2030: O BRASIL PÓS-GLOBO

Me pedem que analise um texto de um colunista que eu não conhecia, Rodrigo Constantino. Li. (e transcrevo)
A não ser que aconteça uma desgraça, não voltarei a lê-lo jamais.
É um cruzamento de Olavo Carvalho, Reinaldo Azevedo e Ali Kamel.
Muito para mim.
Sobre o texto, é uma distopia. O Brasil, no futuro, terá a moeda comum do continente, o bolívar, e o Bolsa Família, “esmola”, será universal entre nós.
É mais ou menos isso.
Ofereço uma visão alternativa de futuro. Fixemos o ano de 2030.
Em 2030, o Brasil já não terá mais a Rede Globo. Ela foi definhando em audiência, o que já está ocorrendo aliás há alguns anos. Eram 50%, depois 40%, depois 30%, depois 20%, e afinal o zero se aproximava.
Chegou uma hora em que ela era vista apenas pela família Marinho, e não na totalidade, e parte dos funcionários da Globo, os do primeiro escalão, certamente.
O golpe baixo com o qual ela segura a receita publicitária – o infame BV, que mantém as agências acorrentadas à empresa – foi finalmente enquadrado pelo governo como prática monopolista e desleal.
O governo também apertou o cerco sobre expedientes fiscais imorais, como a proliferação de PJs. O caso icônico de Carlos Dornelles deflagrou uma ação da Receita Federal que pôs fim à mamata.
E a internet foi cobrando o seu preço, segundo a segundo.
No futuro que ofereço ao exame de vocês, os brasileiros ao se livrar da Globo se livrarão também de:
a) novelas que deseducam; b) programas como o BBB, que também deseducam; c) horários abjetos de jogo de futebol apenas para que as novelas não sejam interrompidas.
É fácil montar um abecedário aí.
Os brasileiros também estarão libertados de noticiários desonestos e manipuladores, e de colunistas que combatem tenazmente pela manutenção dos privilégios dos Marinhos, de JABOR a MERVAL.
Não mais o Picadeiro do Jô e suas macaquinhas amestradas (que ele chama de meninas), não mais Galvão “fenomenal” bueno , não mais William Waack. Não mais Faustão, não mais Fantástico, não mais Ana Maria Braga.
Não mais Bonner. Não mais Bial. Talvez bebamos menos cerveja, e levemos portanto uma vida mais saudável, porque sumirão os merchans das novelas que estimulam os espectadores a achar qualquer motivo para abrir uma lata ou uma garrafa de qualquer marca.
Isso porque o anunciante é a Ambev, dona de quase todas as marcas, a começar por Brahma e Antarctica, e então não faz diferença que cerveja seja consumida.
Um adendo: Finalmente, NÃO MAIS as ultrapassadas manipulações nas eleições com direito a candidato fingir que foi atingido por uma tijolada na careca, quando imagens NÃO EDITADAS de outras emissoras de TV e vistas de outros ângulos, revelavam que se tratava de uma bolinha de papel, dessas que alunos jogam nas costas do professor em sala de aula, mas que a Globo insistiu em manipular a verdade, e, através de “ponto” na orelha do candidato careca, avisaram-no, mais do que depressa, para que ele procurasse um médico para fazer TOMOGRAFIAS. Mas a máscara da Globo caiu por terra, a ponto de William Bonner e sua Fátima se afastarem do JN por 3 dias.
Os Marinhos deixarão de figurar na lista dos bilionários da Fortune, e parte de sua fortuna irá construir casas, escolas e hospitais nas favelas cariocas, que aliás deixarão de ser favelas.
Numa autocrítica imperiosa, a prefeitura de São Paulo rebatizará a avenida Roberto Marinho como avenida Vladimir Herzog.
Já não lembro os detalhes do futuro de Constantino, mas prefiro me ater a este, que de resto considero bem mais realista.
Quanto a ele próprio, Constantino, em 2030 ele está casado com Yoani, e os dois vivem numa tent city em Miami. O padrinho do casamento foi o cubano exilado em Miami Carlos Alberto Montanez, o Perfeito Idiota Latino-americano.
Obs: o adendo é meu.
quinta-feira, 21 de março de 2013
AÉCIO ? NEVER ! APESAR DA GLOBO…
Transcrito do Blog do Miro
Aécio Neves vai para a UTI?
Altamiro Borges, Blog do Miro
“A cambaleante candidatura de Aécio Neves corre o risco de morrer na praia – do Rio de Janeiro, já que não há praia em Minas Gerais. A sua situação se complica a cada dia que passa. José Serra ressurgiu da tumba e decidiu peitá-lo de frente. Rejeita que ele seja indicado presidente do PSDB e questiona sua própria postulação, dada como “natural” pelo “guru” FHC. O governador paulista Geraldo Alckmin também acionou uma blitz contra o senador mineiro. Duas notinhas de Mônica Bergamo, na Folha de ontem, confirmam os percalços:
FAMÍLIA
José Serra afasta qualquer possibilidade de se reconciliar pessoalmente com Aécio Neves, embora militem no PSDB. O ex-governador de São Paulo acha que o mineiro está por trás do livro "A Privataria Tucana", de 2011, em que negócios de sua filha, Veronica, foram esquadrinhados. Não perdoa.
FAMÍLIA 2
O autor, Amaury Ribeiro Jr., diz em um dos capítulos do livro que foi escalado por um jornal de Minas, ligado a Aécio, para levantar informações sobre arapongas que Serra teria supostamente colocado no encalço do mineiro. A partir daí, começou a pesquisar os negócios da família do paulista. Diz, no entanto, que fez isso por conta própria, “usando da liberdade conferida aos repórteres especiais” da publicação em que trabalhava.
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As bicadas no ninho tucano são antigas, mas elas ficaram mais sangrentas nos últimos dias. Aécio Neves nunca confiou em José Serra e não se empenhou na campanha presidencial do desafeto em 2010. Na época, ele reivindicou a realização de prévias no PSDB, mas foi tratorado pelo paulista. Agora, a vingança é maligna. É José Serra quem exige as prévias internas para definir o candidato da fraturada sigla. De quebra, os seus apaniguados ainda espalham boatos de que o paulista poderá abandonar o ninho tucano.
Hoje, na mesma Folha serrista, a jornalista Eliane Cantanhêde publicou mais uma notinha devastadora. “José Serra e Eduardo Campos se encontraram sigilosamente em São Paulo. E não foi para falar de flores. Já tem gente até sonhando com uma chapa geográfica e sinuosa: Campos e Serra. Em política, nada é impossível”. A “colunista” se mostra assustada com o aumento da popularidade de Dilma e aposta na fragmentação como única forma de garantir o segundo turno. Nesta conta, Aécio Neves não surge como principal aposta!
A mesma conta deve tumultuar os cálculos de Geraldo Alckmin. Ele parece mais preocupado com sua delicada situação em São Paulo. Várias pesquisas apontam a queda da sua popularidade e uma “fadiga de material” que pode encerrar a prolongada hegemonia tucana no governo estadual. Diante deste cenário, o seu maior esforço é para manter o tucanato paulista unido – o que significa consolidar a trégua com os serristas e ampliar o seu leque de alianças. Não é para menos que ele abriu mais espaço para o PSB no seu governo.
Geraldo Alckmin já manteve dois encontros reservados com Eduardo Campos e indicou como seu “conselheiro” o presidente estadual do PSB, Márcio França. O pragmático deputado participa das reuniões privadas semanais com o tucano e não esconde sua alegria. “Há muita gente no PSDB que é simpático à candidatura do Eduardo Campos. Portanto, a aproximação com o governador Alckmin é boa para os dois lados”, festeja Márcio França. Ela só não é boa para Aécio Neves, que deve estar curtindo uma baita ressaca e poderá ter a sua candidatura levada em breve para a UTI.”
