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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

QUEM ESTÁ FINANCIANDO A “EXCURSÃO” DA DISSIDENTE CUBANA YOANI AO BRASIL ? 50% DOS BRASILEIROS SABEM E 50% DESCONFIAM…

RECIFE - O PCB divulgou nesta terça-feira nota na qual acusa a blogueira cubana Yoani Sánchez de ser sustentada financeiramente por entidades, instituições e empresas internacionais para ser a mais influente opositora do regime socialista. Segundo o partido, a blogueira utiliza as redes sociais para “disseminar pelo mundo desinformação e mentiras a respeito da sociedade cubana”.


De minha parte, acho ótimo que tenha gente disposta a se manifestar contra Yoani Sánchez, uma oportunista que transformou dissidência em marketing pessoal.

 serra e yaoni sanchez

Não vi ainda nenhuma matéria que informe ao distinto público quem está pagando a turnê de Yoani por 12 (!) países – passagens aéreas, hospedagens, traslados, alimentação, lazer, banda larga e direito a SEGURANÇAS, dois acompanhantes, o marido e o filho… nem todo Chefe de Esatado tem tantas regalias ! Enquanto isso o novo partido de MARINA  - Rede (Globo?) a está cortejando… muito sintomático !!!!

Nem a Folha de S.Paulo, que até em batizado de boneca do PT pergunta quem pagou o vestido da Barbie, parece interessada nesse assunto.  E eu desconfio por quê.

Yoani Sánchez é a mais nova porta-bandeira da “liberdade de expressão”  em nome das grandes corporações de mídia e do capital rentista internacional e nacional. É a direita com cara de santa, candidata a mártir da intolerância dos defensores da cruel ditadura cubana, a pobre coitada que tentou, vejam vocês, 20 vezes sair de Cuba para ganhar o mundo, mas só agora, que a lei de migração foi reformada na ilha, pode viver esse sonho dourado. Mas continuo intrigado. Quem está pagando? * [Os financiadores se calam…]

A mídia brasileira, “ horrorizada “ com as manifestações antidemocráticas em Pernambuco e na Bahia, não gosta de lembrar que a atormentada blogueira morou na Suíça, apesar de ter tentado sair de Cuba vinte vezes, nos últimos cinco anos. Vinte vezes!

Façamos as contas: Yoani pediu para sair de Cuba, portanto, quatro vezes por ano, de 2006 para cá. Uma vez a cada três meses. Mas, antes, conseguiu ir MORAR na Suíça.

Essa ditadura cubana é muito louca mesmo.
Mas, por que então a blogueira dissidente e  “perseguida”  abandonou a civilizada terra dos chocolates finos e paisagens lúdicas de vaquinhas malhadas pastando em colinas verdejantes? Ela se cala quando indagada.

Fácil: nos Alpes suíços, Yoani Sánchez poderia blogar a vontade, denunciar a polícia secreta dos Castros e contar ao mundo como é difícil comprar papel higiênico de qualidade em Havana – mas de nada serviria a seus financiadores na mídia, seja a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que lhe paga uma mesada, ou o Instituto Millenium, no Brasil, que a tem como “especialista”.

Então, é preciso fazer Yoani Sánchez andar pelo mundo. Fazê-la a frágil peregrina da liberdade de expressão, curiosamente, financiada pelos oligopólios de mídia que representam, sobretudo na América Latina, a interdição das opiniões, quando não a manipulação grosseira, antidemocrática e criminosa da atividade jornalística, em todos os aspectos.

É preciso vendê-la como produto “pró-Cuba”, nem de direita, nem de esquerda – aliás, velha lenga-lenga mais que manjada de direitistas envergonhados.

Pena Yoani ter se atrasado nessa missa: Gilberto Kassab, com o PSD, e Marina Silva, com seu partido recem criadop - a Rede (Globo?), já se apropriaram, por aqui, dessa fantasia não-tem-direita-nem-esquerda-depois-da-queda-do-muro-de-Berlim.

No mais, se a antenada blogueira cubana tivesse ao menos feito um Google antes de embarcar para o Brasil, iria descobrir:

1) Dado Galvão, que a recepcionou apesar de “colunista convidado” do Instituto Millenium, não é ninguém.  Ela deveria ter colado em Arnaldo Jabor;

2) Eduardo Suplicy  é a Yoani do PT;

3) Em Pernambuco não tem só frevo;

4) E na Bahia não tem só axé.

Em Tempo (1):  Não é que  Marina NATURA da Silva, ex-PV, agora do partido recém fundado REDE (Globo?) e Heloisa Helena, ex-nada vão fazer o rapa=pé  à blogueira !!! TUDO A VER

Em Tempo (2):

Publicado em 19/02/2013

Em debate realizado na cidade de Feira de Santana (BA), a blogueira cubana Yoani Sánchez foi convidada a assinar uma declaração em que atesta ser contra o bloqueio econômico imposto pelos EUA à Cuba e que defende a libertação dos cinco heróis cubanos presos em solo estadunidense. Ela simplesmente  se negou. Não quis assinar a declaração para não prejudicar os interesses de seu patrão: o governo dos Estados Unidos.

O desafio foi feito pelo estudante Caio Botelho, militante da União da Juventude Socialista (UJS) e da Associação Cultural José Martí (ACJM) - Bahia, que teve acesso ao microfone após muitos protestos exigindo pluralidade em um evento inicialmente programado apenas para "jogar confete" na blogueira, e que também contou com a presença do senador Eduardo Suplicy (PT-SP)..

 Outros questionamentos também foram feitos, mas ficaram sem respostas. (Tudo conforme o figurino traçado pelo *Instituto Milenium, um dos financiadores da GASTANÇA DA BLOGUEIRA PELO MUNDO A FORA.

serra e yaoni sanchez

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MARIA BOA – A ‘KENGA’ MAIS BEM SUCEDIDA DO RN

Fonte:  www.todonatalense.com.br

Uma das maiores personalidades de Natal, na década de 40 tinha orgulho de ser dona do MELHOR CABARÉ DA CIDADE!

Foto de Maria Boa

Tornou-se conhecida como Maria Boa. Mesmo com pouco estudo ela despertou o gosto por música, cinema e leitura. O seu “estabelecimento” era o refúgio aos homens da cidade, com residência fixa ou, simplesmente, por passagem por Natal e servia de referência geográfica na cidade.

Jovens, militares e figurões acolhiam-se envoltos as carnes mornas das meninas de Maria Boa. Muitas mães de família tiveram que amargar, em silêncio, a presença de Maria Boa no imaginário de seus maridos em uma época de evidente repressão sexual.

Vários fatos envolveram a personagem. Um episódio muito comentado foi a pintura realizada pelos militares em um avião B-25. Um dos mais famosos aviões da 2a Guerra Mundial, os B-25 eram identificadas com cores características de cada Base Aérea. Os anéis de velocidade das máquinas voadoras da Base Aérea de Salvador eram pintados com a cor verde. Os aviões de Recife, com a cor VERMELHA, e os de Fortaleza, com a cor AZUL. Para a Base de Natal foi convencionada a cor AMARELA.

Os responsáveis pela manutenção dos aviões em Natal imaginaram também que deviam ser pintados no nariz do avião, ao lado esquerdo da fuselagem junto ao número de matricula, desenhos artísticos de mulheres em trajes de praia. Autorizada pelo Parque de Aeronáutica de São Paulo, a idéia foi colocada em prática. Pouco tempo depois, os B-25 de Natal surgiram na pista com caricaturas femininas e alguns até com nomes de mulheres.

Alguns militares da Base escolheram o B-25 (5079), cujo desenho se aproximava mais da imagem de Maria Barros. Outras aeronaves também receberam nomes como “AMIGO DA ONÇA” e “NEGA MALUCA”.

Quem custou a acreditar neste fato foi a própria Maria. Até que alguns tenentes decidiram levá-la até à linha de estacionamento dos B-25 logo após o jantar para não despertar a atenção dos curiosos. Ela constatou o fato. As lágrimas verteram de seus olhos quando viu à sua frente, pintada ao lado do número 5079, a inscrição “MARIA BOA”.

O mito “MARIA BOA” rendeu trabalhos acadêmicos o de Maria de Fátima de Souza, intitulado: “A época áurea de Maria Boa (Natal-RN 1999)”.

O trabalho aborda o “fenômeno da prostituição infanto/juvenil, suas conseqüências e causas no desenvolvimento físico e psicossocial de crianças e adolescentes (…). Com o aprofundamento dos estudos percebemos o importante papel dos bordéis na prostituição, bem como o fechamento dos mesmos (…). Chegamos então ao cabaré de Maria Boa, já fechado. Tivemos, assim, a oportunidade de conhecer um pouco da saga da Sra. Maria de Oliveira Barros, uma profissional do sexo, com grande importância na história da prostituição de adultos, ou ainda, tradicional; das histórias contadas a seu respeito chamou-nos atenção para sua representação social, seu “mito” e sua ligação com o imaginário masculino. Com isso, passamos a averiguar mais profundamente uma participação na sociedade da época e buscamos reconstruir parte de sua história enquanto meretriz, cafetina, e proprietária da mais famosa casa de prostituição que o RN já conheceu.”

O Professor Márcio de Lima Dantas publicou em 2002 o texto “Retratos de silêncio de Maria Boa”. “(…) Para além da atitude ética de proteger sua família, o que faz parecer um jogo com a hipocrisia da sociedade, penso que, na atitude de se manter reservada, se inscreve outro aspecto digno de ser ressaltado. Falo do mito que entorna a personagem MARIA BOA, de certa maneira, criada e ritualizada por ela mesma, dimensão de fantasia para além do empírico vivenciado. (

…) Astuciosamente se fez conhecer por “Maria”, o antropônimo mais comum no universo feminino, genérico e pouco dado a divagações semióticas. Ironicamente é o nome da mãe de Jesus… Quem não tinha conhecimento no Estado de uma proprietária de um requintado lupanar, e que se chamava Maria, a Boa. O mito, da constituição do éter, era aspirado por todos, preenchendo necessidades, ocupando lugares no espírito, imprimindo fantasias nos adolescentes, despertando em jovens mulheres às aventuras da carne, engendrando adultérios imaginários. Integrava, assim, o patrimônio individual e coletivo. (…)”

Eliade Pimentel, no artigo “E o carnaval ficou na memória” destaca a presença de Maria Barros nos carnavais de Natal: Lá pela década de 50, os desfiles passaram a acontecer na avenida Deodoro da Fonseca. Maria Boa desfilava com Antônio Farache em carros conversíveis, “Em 2003 o cantor Valdick Soriano, quando entrevistado por Everaldo Lopes, registrou que quando esteve em Natal, pela primeira vez, cantou até para as meninas de “Maria Boa”.

Maria Barros é história. Mesmo sendo paraibana é a Primeira Dama (ou anti-Dama) de Natal. Impera nas lembranças dos seus contemporâneos e se faz presentes nos prostíbulos que ainda resistem nas periferias da cidade ou travestidos de casas de “drinks” nos bairros mais nobres. Ela é citada no filme For All – O Trampolim da Vitória (vencedor do Festival de Gramado em 1997) de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz.

O filme retrata a cidade do Natal em 1943 quando a base americana de Parnamirim Field, a maior fora dos Estados Unidos, recebe 15 mil soldados, que vão se juntar aos 40 mil habitantes da cidade.

Para a população local a guerra possuiu vários significados. A chegada dos militares americanos alimentou fantasias de progresso material, romance e, também o fascínio pelo cinema de Hollywood. Em meio aos constantes blecautes do treinamento antibombardeio, dos famosos bailes da base aos domingos, dos cigarros americanos, da Coca-Cola e do vestuário estavam os sonhos natalenses. Sem questionamentos, “Maria Boa” foi uma das principais atrizes no elenco desse belicoso teatro. A Primeira Dama Maria Boa…

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PLIN..PLIN: REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA - POR QUE O PIG* TEME TANTO ?

*Partido da  Imprensa Golpista = (Globo – Veja – Estadão e Folha]  o 4º Poder da República das Bananas.

Regulação da mídia: dez fatos que a "grande" imprensa esconde da sociedade brasileira.

As entidades que reúnem as grandes empresas de comunicação no Brasil usam e abusam da palavra "censura" para demonizar o debate sobre a regulação da mídia.

No entanto, são os seus veículos que praticam diariamente a censura escondendo da população as práticas de regulação adotadas há anos em países apontados como modelos de democracia.

Conheça dez dessas regras que não são mencionadas pelos veículos da chamada "grande" imprensa brasileira.
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O debate sobre regulação do setor de comunicação social no Brasil, ou regulação da mídia, como preferem alguns, está povoado por fantasmas, gosta de dizer o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins. O fantasma da censura é o frequentador mais habitual, assombrando os setores da sociedade que defendem a regulamentação do setor, conforme foi estabelecido pela Constituição de 1988.
Regulamentar para quê? – indagam os que enxergam na proposta uma tentativa disfarçada de censura. A mera pergunta já é reveladora da natureza do problema. Como assim, para quê? Por que a comunicação deveria ser um território livre de regras e normas, como acontece com as demais atividades humanas? Por que a palavra “regulação” causa tanta reação entre os empresários brasileiros do setor?

O que pouca gente sabe, em boa parte por responsabilidade dos próprios meios de comunicação que não costumam divulgar esse tema, e quando o fazem é demonizando o debate , apelidando-o de censura, é que a existência de regras e normas no setor da comunicação é uma prática comum naqueles países apontados por esses empresários como modelos de democracia a serem seguidos.

O seminário internacional Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias, realizado em Brasília, em novembro de 2010, reuniu representantes das agências reguladoras desses países que relataram diversos casos que, no Brasil, seriam certamente objeto de uma veemente nota da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) denunciando SABEM O QUE? (PASMEM!): “a tentativa de implantar a censura e o totalitarismo no Brasil.”

Ao esconder a existências dessas regras e o modo de funcionamento da mídia em outros países, essas entidades empresariais é que estão praticando censura e manifestando a visão autoritária que tem sobre o tema. O acesso à informação de qualidade é um direito. Aqui estão dez regras adotadas em outros países que os barões da mídia brasileira escondem da população:

1. A lei inglesa prevê um padrão ético nas transmissões de rádio e TV, que é controlado a partir de uma mescla da atuação da autorregulação dos meios de comunicação ao lado da ação do órgão regulador, o Officee of communications (Ofcom). A Ofcom não monitora o trabalho dos profissionais de mídia, porém, atua se houver queixas contra determinada cobertura ou programa de entretenimento.

A agência colhe a íntegra da transmissão e verifica se houve algum problema com relação ao enfoque ou se um dos lados da notícia não recebeu tratamento igual. Após a análise do material, a Ofcom pode punir a emissora com a obrigação de transmitir um direito de resposta, fazer um pedido formal de desculpas no ar ou multa.

2. O representante da Ofcom contou o seguinte exemplo de atuação da agência: o caso de um programa de auditório com sorteios de prêmios para quem telefonasse à emissora. Uma investigação descobriu que o premiado já estava escolhido e muitos ligavam sem chance alguma de vencer. Além disso, as ligações eram cobradas de forma abusiva. A emissora foi investigada, multada e esse tipo de programação foi reduzida de forma geral em todas as outras TVs.

3. Na Espanha, de 1978 até 2010, foram aprovadas várias leis para regular o setor audiovisual, de acordo com as necessidades que surgiam. Entre elas, a titularidade (pública ou privada); área de cobertura (se em todo o Estado espanhol ou nas comunidades autônomas, no âmbito local ou municipa); em função dos meios, das infraestruturas (cabo, o satélite, e as ondas hertzianas); ou pela tecnologia (analógica ou digital)

4. Zelar para o pluralismo das expressões. Esta é uma das mais importantes funções do Conselho Superior para o Audiovisual (CSA) na França. O órgão é especializado no acompanhamento do conteúdo das emissões televisivas e radiofônicas, mesmo as que se utilizam de plataformas digitais. Uma das missões suplementares e mais importantes do CSA é zelar para que haja sempre uma pluralidade de discursos presentes no audiovisual francês. Para isso, o conselho conta com uma equipe de cerca de 300 pessoas, com diversos perfis, para acompanhar, analisar e propor ações, quando constatada alguma irregularidade.

5. A equipe do CSA acompanha cada um dos canais de televisão e rádio para ver se existe um equilíbrio de posições entre diferentes partidos políticos. Um dos princípios dessa ação é observar se há igualdade de oportunidades de exposição de posições tanto por parte do grupo político majoritário quanto por parte da oposição.

6. A CSA é responsável também pelo cumprimento das leis que tornam obrigatórias a difusão de, pelo menos, 40% de filmes de origem francesa e 50% de origem européia; zelar pela proteção da infância e quantidade máxima de inserção de publicidade e distribuição de concessões para emissoras de rádio e TV.

7. A regulação das comunicações em Portugal conta com duas agências: a Entidade reguladora para Comunicação Social (ERC) – cuida da qualidade do conteúdo – e a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que distribui o espectro de rádio entre as emissoras de radiodifussão e as empresas de telecomunicações. “A Anacom defende os interesses das pessoas como consumidoras e como cidadãos.

8. Uma das funções da ERC é fazer regulamentos e diretivas, por meio de consultas públicas com a sociedade e o setor. Medidas impositivas, como obrigar que 25% das canções nas rádios sejam portuguesas, só podem ser tomadas por lei. Outra função é servir de ouvidoria da imprensa, a partir da queixa gratuita apresentada por meio de um formulário no site da entidade. As reclamações podem ser feitas por pessoas ou por meio de representações coletivas.

9. A União Européia tem, desde março passado, novas regras para regulamentar o conteúdo audiovisual transmitido também pelos chamados sistemas não lineares, como a Internet e os aparelhos de telecomunicação móvel (aqueles em que o usuário demanda e escolhe o que quer assistir). Segundo as novas regras, esses produtos também estão sujeitos a limites quantitativos e qualitativos para os conteúdos veiculados. Antes, apenas meios lineares, como a televisão tradicional e o rádio, tinham sua utilização definida por lei.

10. Uma das regras mais importantes adotadas recentemente pela União Europeia é a que coloca um limite de 12 minutos ou 20% de publicidade para cada hora de transmissão. Além disso, as publicidades da indústria do tabaco e farmacêutica foram totalmente banidas. A da indústria do álcool são extremamente restritas e existe, ainda, a previsão de direitos de resposta e regras de acessibilidade.

Todas essas informações estão disponíveis ao público na página do Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias. Note-se que a relação não menciona nenhuma das regras adotadas recentemente na Argentina, que vem sendo demonizadas nos editoriais da imprensa brasileira.  A Rede Globo, por exemplo, demoniza o quanto lhe satisfaça, até a exaustão, através de seus telejornais, âncoras e comentaristas pré ensaiados.

A omissão é proposital. As regras adotadas acima são tão ou mais "duras" que as argentinas, mas sobre elas reina o silêncio, pois vêm de países apontados como "exemplos a serem seguidos".  Dificilmente, você ouvirá falar dessas regras em algum dos veículos da chamada grande imprensa brasileira. É ela, na verdade, quem pratica censura em larga escala hoje no Brasil. 

Ante a liberdade de empresa (QUE eles CONFUNDEM COM LIBERDADE DE IMPRENSA) que prevalece no Brasil, no dia 30 de setembro 2012 o Estado da Paraíba foi vítima da permissividade com que as emissoras de TV operam no país, expondo a intimidade de uma menina de 13 anos, vítima de violência sexual.

Pois uma emissora fez o inimaginável: veiculou cenas do estupro de uma menina, que havia sido dopada, gravadas por um dos dois acusados do crime, em plena programação do horário do almoço. Ao longo do programa policial foram exibidas chamadas, com pequenos trechos do vídeo, prova de um crime, como forma de atrair e segurar a audiência até o final da atração

A transmissão das imagens pela emissora ocorreu 10 dias após o crime.

Nesse intervalo, o vídeo, gravado em um celular, vinha sendo repassado entre os alunos da escola onde a menina estudava. Ou seja, a emissora de televisão ampliou a exposição da vítima, que naquela altura já estava plenamente identificada na comunidade em que estuda.

Isso num horário, do meio-dia, em que a programação televisual deve ser livre para todos os públicos e idades. Nota-se aqui como o negócio privado prevalece sobre o interesse social, mesmo que isso envolva o uso de um bem público, pois como sabemos, as emissoras de Televisão e Rádio são CONCESSÕES PÚBLICAS,  (o espectro radioelétrico, escasso por excelência).

A ação do Ministério Público

No Brasil, as emissoras de TV aberta dispõem da classificação etária prévia para cada horário, a qual indica o tipo de programação que poderia ser veiculado em cada momento do dia.

O episódio demonstra a fragilidade do sistema de classificação por idade, já que funciona na base da “orientação às emissoras”,  e seu descumprimento gera uma série de negociações entre o poder público e a radiodifusora, com o agravante de que o poder de sanção do primeiro é frágil.

Além do mais, o Ministério da Justiça, responsável pela classificação etária, não tem qualquer relação com as concessões de canais de rádio e de televisão, cujos processos são de competência do Ministério das Comunicações, diluindo a autoridade do poder público

A divulgação de imagens de vítimas em situações que possam ferir sua dignidade e coloquem em risco sua integridade física ou psicológica, ainda que com truques de edição, também é vedada pelo Código de Ética dos Jornalistas.

Não obstante, como não há regulamentação da profissão, não há previsão legal de atuação de órgão responsável pela fiscalização do exercício da atividade. Assim, a sanção máxima prevista é a desfiliação do jornalista do sindicato que o representa, situação inócua, por não ser mais exigida a formação (muito menos a filiação no órgão de classe) para o desempenho profissional

O Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba baseou-se no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para ingressar com ação civil pública contra a TV Correio, afiliada da Rede Record; o apresentador do programa Correio Verdade, que exibiu as cenas do estupro; e a União, porque toda emissora opera mediante concessão pública.

A ação pede a suspensão do programa, a cassação da concessão da TV Correio e o pagamento de uma indenização de R$ 500 mil à vítima (pelo uso indevido de sua imagem, violação de sua privacidade e danos morais), além de uma multa de R$ 5 milhões por prejuízos morais à coletividade.

A regulação das emissoras de comunicação

O artigo 18 do ECA estabelece que todos devem “velar pela dignidade da criança e do adolescente”, salvaguardando-os de “tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”; enquanto o artigo 76 afirma que, “no horário recomendado para o público infanto-juvenil”, devem ser exibidos pelos canais de rádio e TV somente “programas com finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”. Já o artigo 17 do Estatuto diz que o “direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente”, o que inclui a preservação da imagem, dentre outros aspectos

Valério Cruz Brittos e Luciano Gallas, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e mestrando no mesmo programa]

- por Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

APÓS O JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL 470, O STF TRANSFORMOU-SE NA “CASA GRANDE” DE NOCA…e salve-se quem puder!

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A ENTREVISTA DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA À FOLHA DE S.PAULO

Isso é Grave:

As declarações do procurador-geral da República na edição de hoje da Folha de S.Paulo deixam claro, mais uma vez, que nunca houve provas contra JOSÉ DIRCEU na Ação Penal 470, julgada pelo Supremo Tribunal Federal.  JULGADORES DO MENSALÃO SONECA IRRESPONSÁVEL !!!
O procurador-geral confessa que não tinha provas e que se apoiou na farsa de supostos telefonemas e reuniões-relâmpago.

No entanto, os sigilos fiscal, bancário e telefônico de JOSÉ DIRCEU foram quebrados – e nada foi encontrado.

O procurador-geral não apresentou nem sequer uma testemunha ou prova de qualquer reunião.

Na entrevista, o procurador-geral ainda tenta, sem sucesso, manter algum resquício de coerência em suas declarações ao justificar a condenação de JOSÉ DIRCEU com base no uso equivocado da teoria do domínio do fato.

Tal uso equivocado já foi exaustivamente apontado por juristas e acadêmicos nacionais e internacionais ao longo do julgamento.

Agora, vejam só:  Indício e muitas provas o procurador-geral tinha contra Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. E ele se recusou a investigá-los.

São graves as declarações do procurador-geral porque também lançam a suspeita da existência de outros crimes que ele não denunciou.

E pior: coloca sobre as costas do Supremo Tribunal Federal  a condenação de JOSÉ DIRCEU, sem provas,  como um “avanço”, quando na verdade é um retrocesso e uma violação dos direitos constitucionais de DIRCEU e também das garantias individuais não só do Dirceu, mas  de todos os cidadãos.

O ex-Ministro não se cansou de afirmar: Sou inocente porque não cometi crime algum. Não há crime. E por isso não há provas.
 DIREITA, VOLVER!!

 

Extraido do site do jornalista Paulo H. Amorim – Conversa Afiada e editado pelo blogueiro aqui.

Leia lá: Gurgel confirma que não tinha provas contra Dirceu.
Gurgel confirma que vai mesmo para cima do Lula.

Em tempo: não deixe de votar na trepidante enquete: qual a prova (direta) que o Gurgel tem contra o Dirceu ? no Conversa Afiada.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MIDIA E STF , JUNTINHOS, ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE!

“A Mídia e os Juízes”. By Marcos Coimbra

A mídia corporativa, partidária e golpista descobriu o ponto fraco dos juízes DO “P”STF(alguns, sejamos justos!) , bastou uma meia dúzia de capas de suas revistas, 15 minutos diários nos telejornais da Globo e eles “abriram as pernas” e mais do que rapidamente tornaram-se “sócios”.

A mídia e o STF estabeleceram uma parceria. Uma pauta o outro, que fornece à primeira novos  “argumentos”.  Vão se alimentando reciprocamente, compartilhando as mesmas intenções.

Ainda há quem duvide quando ouve dizer que a mídia brasileira é partidarizada. Que tem posição política e a defende com unhas e dentes, dentre estes, com certeza os (e) leitores da VEJA.estadão.folha.globo.

Por opção ideológica e preferência político-partidária, ela é contra o PT. Desaprova os dois presidentes da República eleitos democraticamente. Discorda, em princípio, do que dizem e fazem seus militantes e dirigentes.

A chamada “grande imprensa” é formada por basicamente quatro grupos empresariais ou quatro familias: Civita(Abril Cultural=VEJA); Frias(Jornal Folha-de-S.PauloMesquita(Jornal Estadão) e familia Marinho (Organizações GLOBO). Juntos, possuem um vasto conglomerado de negócios e atuam em todos os segmentos da indústria da comunicação. Têm um grau de hegemonia no mercado brasileiro de entretenimento e informação incomum no resto do mundo. É coisa demais na mão de gente de menos.

Afirmar que ela faz oposição ao PT e a seus governos não é uma denúncia vazia, uma “conversa de petista”.

Ficou famosa, pela sinceridade, a declaração da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e diretora-superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, segundo quem “(…) os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, uma vez que a oposição está profundamente fragilizada”. (E sem projetos para o Brasil, por isso aliou-se à grande mídia…)

Disse isso em março de 2010 e nunca se retratou ou foi desautorizada por seus pares ou empregadores. Pelo contrário. Cinco meses depois, foi reconduzida, “por aclamação”, à presidência da ANJ. Supõe-se, portanto, que suas palavras permanecem válidas e continuam a expressar o que ela e os seus pensam.

A executiva falava de maneira concreta. Ela não defendia que a mídia brasileira fizesse uma oposição abstrata, como a que aparece no aforismo “imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Propunha que atuasse de maneira tipicamente política: contra uns e a favor de outros.

O que dizia é que, se a oposição partidária e institucionalizada falha, alguém tem que “assumir a responsabilidade”.

O modelo implícito no diagnóstico é o mesmo que leva o justiceiro para a rua. Inconformado com a ideia de que os mecanismos legais são inadequados, pega o porrete e vai à luta, pois acha que “as coisas não podem ficar como estão”.

Se os políticos do PSDB, DEM, PPS e adjacências não conseguem fazer oposição ao PT, a imprensa toma o lugar. Proclama-se titular da “posição oposicionista deste País”, ainda que não tenha voto ou mandato.

Enquanto o que estava em jogo era apenas a impaciência da mídia com a democracia, nenhum problema muito grave. Por mais que seus editorialistas e comentaristas se esmerassem em novas adjetivações contra o “lulopetismo”, pouco podiam fazer.

Como dizia o imortal Ibrahim Sued, “os cães ladram e a caravana passa” – entendendo-se, por caravana, Lula, Dilma, o PT e sua ampla base na sociedade, formada por milhões de simpatizantes e eleitores.

Aí veio o julgamento do “mensalão”.

A esta altura, devem ser poucos os que ainda acreditam que a cúpula do Judiciário é apolítica. Os que continuam a crer que o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma corte de decisão isenta e razoável. (Roberto Jeferson e Marcos Valério que os digam)

Desde o início do ano, seus integrantes foram pródigos em declarações e atitudes inconvenientes. Envolveram-se em quizílias internas e discussões públicas. Mostraram o quanto gostavam da notoriedade que a aproximação do julgamento favorecia.

Parece que os ministros do STF são como Judith Brito: inquietos com a falta de ação dos que têm a prerrogativa legítima, acharam que “precisavam fazer alguma coisa”. Resolveram realizar, por conta própria, a reforma da política.

O STF não é o lugar para consertá-la e “limpá-la”, como gostam de dizer alguns ministros, em péssima alusão a noções de higienismo social.

Mas o mais grave é a intencionalidade política da “reforma” a que se propuseram.

A mídia e o STF estabeleceram uma parceria. Uma pauta o outro, que fornece à primeira novos argumentos. Vão se alimentando reciprocamente, compartilhando as mesmas intenções.

A pretexto de “sanear as instituições”, o que desejam é atingir adversários.

O julgamento do “mensalão” é tão imparcial e equilibrado quanto a cobertura que dele faz a “grande imprensa”. Ela se apresenta como objetiva, ele como neutro. Ambos são, no entanto, essencialmente políticos.

As velhas raposas do jornalismo brasiliense já viram mil vezes casos como o do “mensalão”, mas se fingem escandalizadas. Vivendo durante anos na intimidade do poder, a maioria dos ministros presenciou calada esquemas para ganhar mais um ano de governo ou uma reeleição, mas agora fica ruborizada.

A omissão por parte da midia, sobre as denuncias gravíssimas, ,  objeto de 12 anos de pesquisas e levantamentos, feitos pelo competentíssimo jornalista Amaury Ribeiro Junior  sobre as privatizações durante o Governo tucano de FHC,  resultou no Livro mais vendido do ano – A PRIVATARIA TUCANA, aquele que José Serra, mesmo sem ter lido, e,  à época, perguntado por um jornalista o que ele achara do livro, ele respondeu:  um lixo, um lixo. Indagado se ele havia lido o livro, ele respondeu: NÃO, mas é um lixo. Todos sabem que ele e sua filha Veronica Serra são os principais protagonistas do livro, junto com DANIEL DANTAS, portanto…

O que ninguém imaginava era quão simples seria para a mídia ter o Supremo a seu lado. Bastaram algumas capas de revista, alguns  minutos de fama nos telejornais, etc, etc...e pronto!

E agora que se descobriram aliados, o que mais vão fazer juntos?  ORA, ORA, JÁ FIZERAM, E IRÃO FAZER AINDA MUITO MAIS ATÉ 2014, quem viver, verá.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Petition: AÇÃO DE REPÚDIO CONTRA A Revista “ÓIA” , para a ‘z’elite = VEJA

PREENCHA O FORMULÁRIO NESSE SITE E PARTICIPE DESSA PETIÇÃO: http://www.causes.com/causes/805403-pelo-fim-da-revista-veja/actions/1712803?recruiter_id=157260022&utm_campaign=invite&utm_medium=wall&utm_source=fb

Para a Sociedade Pensante:

REVISTA VEJASE COMPRAR, NÃO ABRA. SE ABRIR, NÃO LEIA. SE LER, NÃO ACREDITE. SE ACREDITAR ARREGANHE  OS DENTES E RELINCHE ATÉ ESPUMAR!

Demonstração de repugnância pelas opiniões grosseiras que esta “revista” veicula, que abriga o que de mais conservador e preconceituoso - as elites brasileiras - insistem em expressar, em defesa fundamentalmente da concentração de renda como natural e legítima gestora das diferenças entre os homens.

Depois da forma como se noticiaram as mortes de Mercedes Sosa, de Eric Hobsbawn e agora de Oscar Niemeyer, não podemos deixar de expressar a insatisfação que as posições hiperconservadoras desse veículo deseducativo e preconceituoso reúnem!

Os assinantes dessa moção tem ainda lembrado das notícias sobre a morte de Elis Regina e Cássia Eller, com que se tem demonstrado os piores preconceitos enraizados da elite reacionária do país. A isso acresce o caráter tendencioso com que veicula e manipula fatos políticos, inclusive e principalmente em época eleitoral.

Óia só” como a VEJA noticiou a morte de OSCAR NIEMEYER e compare com os principais veiculos de comunicação do mundo (que vergonha!!):

VEJA A REVISTA LIXO

Não se trata, portanto, apenas da frase e do texto de Reinaldo Azevedo, amplamente reconhecido pela leviandade com que expressa o caráter reacionário de suas posições, mas aqui assinamos contra os pontos de vista da Revista Veja como um todo.

Lembramos entre outras coisas que hoje a veja tem quase 50% de seu capital constituído por capital estrangeiro sendo 30% pertencente à africâner Naspers, de onde saíram os principais líderes racistas que por quase 50 anos submeteram a África do Sul ao regime legalizado de Apartheid racial.

Aqui no Brasil não queremos defensores de outros Apartheids com tanto poder de voz!

Obs: É necessário que fique claro que não se trata de assinar contra a Revista, e seu respectivo site, apenas pelo post, com fragmentos dos necrológios de Niemeyer. Ele tem caráter apenas ilustrativo.

Mesmo assim, vale lembrar que, se aplicarmos ao autor o racioncínio que usa para chamar Niemeyer e Hobsbawn de idiotas - sim, idiotas, ambos, por serem comunistas - e para co-responsabilizá-los pelos regimes totalitários de discurso comunista, temos de veementemente acusar Reinaldo Azevedo(VEJA) de co-responsável, pela longa herança de tortura e genocídio que a Inquisição e a Colonização católicas perpetraram sobre quase todas as civilizações do planeta por no mínimo quinhentos anos, além de todos os regimes opressivos mantidos para imposição da economia de mercado global no século XX, além ainda de todas as consequências da miséria que o Capitalismo produz sobre dois terços da Humanidade (pasmem: QUASE 5 BILHÕES DE SERES HUMANOS FAMINTOS)

É ele mesmo quem se considera um católico, conservador, contrário a movimentos sociais organizados, tidos por anti-naturais ou doentios inclusive! Fora, fu, fora! Essa corja!

Se você parou um pouquinho só para refletir, depois do que leu, certamente amanhã mesmo irá mandar cancelar a assinatura dessa revista nefasta (mesmo que seja promoção “gratuita” que eles não se cansam de oferecer, pois na realidade o que eles querem é divulgar sua “ideologia”[?] através desse PANFLETO DE LUXO” que meu cachorro adora “cagar” sobre suas folhas, quando encontro no lixo do vizinho um desses exemplares prontos para irem poluir nossos LIXÕES e nossos lençóis freáticos.  (tenho dito!!)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

É INUTIL! O PAÍS SABE QUE QUEREM DESTRUIR LULA . (Reprise(?) do velho filme: Getúlio, Jango, JK, Janio Quadros)

Vai se cumprindo o script. É tudo tão previsível que chega a dar preguiça de comentar. Lula não é menos alvo HOJE do que era há dois, quatro, seis, oito, dez, vinte ou vinte e dois anos. Entre 1989 e 2012, ele foi acusado de ser racista, abortista, ladrão, pedófilo, estuprador e assassino, entre tantos outros, como o transcrito no blog Poucaseboas:

Lula já foi acusado de trair a mulher, de mandar a ex-mulher fazer aborto, de violentar o companheiro de cela, de roubar o Brasil (e agora pode-se acusar sem provas, segundo o “novo” STF), de pentecostalizar a África, de fortalecer "ditaduras" latino-americanas, africanas, asiáticas, de se curar do câncer em hospital particular(sim, uma acusação), de assassinar passageiros de avião-TAM, de dar o título à Escola de Samba de Vila Isabel, de provocar a fuga do vilão no final da novela das oito; já foi acusado de dançar festa junina, de beber vinho caro, de torcer para o Corinthians, de comer buchada de bode, de ter ajudado o filho a ser “empresário”, de ter amputado o próprio dedo para receber pensão, de beber a mais legítima das bebidas brasileiras – a cachaça - de ter a voz rouca, de ser nordestino (isso mesmo), de comprar uma avião que apelidaram de “Aero-Lula”, levando muitos a crer que a aeronave era de sua propriedade e não da Presidencia da República, enfim, o acusaram de ser gente, de estar vivo, de ter nascido...[e a lista não para por aí, basta ler revistas e jornais escancaradamente “anti-Lula” a partir da primeira semana de seu governo em 2003 até os dias atuais.]

Não se consegue lembrar acusação que não tenha sofrido.
A cada manchete contendo uma “bomba” contra Lula, quase é possível ouvir os barões da mídia, seus pistoleiros e a oposição partidária de direita exclamarem “Agora vai”, ou seja, que, desta vez, desmoralizarão o retirante nordestino que se tornou um dos maiores líderes políticos do mundo.


Os mesmos jornais, revistas, rádios e televisões que dia após dia, sem um único intervalo, durante as últimas duas décadas tratam de tentar desmoralizar esse homem com todo tipo possível e imaginável de acusação, renovam suas esperanças pérfidas a cada nova tentativa.
Já usaram até uma ex-namorada de Lula para destruir sua imagem pública – ela o acusou de abortista e de racista. Já publicaram acusação de que ele tentou estuprar um garoto de 15 anos; já disseram que assassinou 200 passageiros de um voo comercial que terminou em tragédia, cuja culpa, após muitos meses de investigação foi atribuida aos pilotos.

Os brasileiros estão sempre esperando uma nova acusação contra Lula. Ele foi acusado até quando contraiu câncer, por não se tratar no sistema público de saúde. Afinal, como pode um retirante nordestino querer se tratar em hospitais que deveriam ser exclusividade de políticos com pedigree, como Fernando Henrique Cardoso?
Alguém imagina que se um dia o ex-presidente tucano(FHC) adoecer gravemente a oposição midiática irá cobrar dele que se trate em hospitais públicos? Alguém irá cobrar o mesmo de José Serra ou de Geraldo Alckmin?
Contra Lula, argumentam que deveria se tratar no sistema público porque, durante seu governo, exaltava as obras que fez no setor, como se todo governante não fizesse o mesmo. A diferença é que um eventual câncer de FHC ou de outros políticos “com pedigree” nem seria noticiado.
Sobre Marcos Valério, chega a ser ridículo ter que explicar que ele está à beira do desespero por estar prestes a voltar às masmorras em que já sofreu toda sorte de sevícias. Sua estratégia para tentar escapar é oferecer ao Judiciário partidarizado e à mídia oposicionista o que mais desejam: uma acusação que permita a abertura de um processo contra Lula.

Por falar em MARCOS VALÉRIO, transcrevo aqui trecho de matéria publicada  por Altamiro Borges no Site ConversaAfiada do jornalista Paulo Henrique Amorim: (Nota Oficial do Presidente nacional do PT)    … “as supostas afirmações desse senhor ao Ministério Público Federal, vazadas de modo inexplicável por quem teria a responsabilidade legal de resguardá-las, refletem apenas uma tentativa desesperada de tentar diminuir a pena de prisão que Marcos Valério recebeu do STF. Trata-se de uma sucessão de mentiras envelhecidas, todas já claramente desmentidas. É lamentável que denúncias sem nenhuma base na realidade sejam tratadas com seriedade”.



Os pronunciamentos e notas, porém, não são suficientes para conter a fúria da direita midiática e partidária. A conjuntura política fica cada vez mais delicada, com forte tendência à radicalização.
Toda essa fúria tem 2 fortes razões:  1) As recentes pesquisas que mostram que se a eleição fosse hoje Dilma seria reeleita com 70% dos votos e se o candidato do PT for Lula este ganharia com mais de 60% dos votos.  2) – A estrondoza  vitória do PT nas eleições municipais na Capital Paulista.  Por tudo isso e pela liderança de Lula no Brasil e no mundo, restou aos demotucanos, sempre pautados pela mídia, a decisão de “endurecer” e precipitar a sucessão presidencial de 2014.

As forças de esquerda, especialmente o PT, precisam reavaliar o cenário. Não podem ficar acuadas em função das visões pragmáticas e conciliadoras. O momento exige partir para a ofensiva. Antes que seja tarde!

A direita midiática, claro, não conseguirá indispor Lula com o povo. Já houve falsas acusações piores e nunca deram certo. Mas o objetivo não esse.

A esperança é a de que o inquérito que o atual procurador-geral da República certamente irá instalar antes de agosto, quando deixará o cargo, crie constrangimento para uma candidatura de Lula à Presidência ou até ao governo de São Paulo, ainda que sem condenação em primeira instância uma eventual candidatura sua não possa ser impedida pela lei da ficha limpa.

Enfim, nada de novo no front. Por falta de votos, a direita midiática tenta conseguir no tapetão o que não consegue nas urnas. Será inútil, mais uma vez.

A maioria dos brasileiros não irá arriscar o inegável bem-estar social que conquistou em troca de discursos “éticos” em favor de políticos como os tucanos, contra os quais pesa tanto ou mais do que contra os petistas (Se abrirem a caixa-preta do livro “A PRIVATARIA TUCANA”, a cobra vai ficar “doidona” de tanto fumar.
  serra carregando o livro PRIVATARIAForça, Zé Serra!     rs rs rs

A única esperança para essa direita midiática retomar o poder seria a crise mundial produzir desemprego, queda dos salários e inflação por aqui. A chance, porém, é muito pequena. E o povo não vai abrir mão desses benefícios e tantos outros, conseguidos nos Governos LULA-DILMA.
Os governos Lula e Dilma provaram ao país que é possível atravessar crises sem empurrar a conta para a maioria, distribuindo renda e criando novos  empregos.

Portanto, esse novo “PLANO INFALÍVEL"   da midia partidarizada, em conluio com a oposição aética, terá o mesmo destino dos outros, para desespero dessa midia corporativa e seus asseclas  demo-tucanos, em particular  Alvaros Dias, Agripino Maia, Aécio Neves, Demóstenes Torres, o EX-PALADINO DA “ÉTICA” ,  que transferiu esse título ao Ministro do STF Joaquim Barbosa – até quando?).